A perspectiva de uma oferta mais restrita está impulsionando os preços do açúcar na Bolsa de Nova York. O contrato futuro para entrega em outubro encerrou a sessão desta quarta-feira (05) com ganho de 0,73% e cotado em 15,15 centavos de dólar a libra-peso.
De acordo com a análise do Barchart, desde que o mercado atingiu a mínima em cinco meses na última quinta-feira, os preços do açúcar têm subido devido à perspectiva de uma oferta futura mais restrita.
Na segunda-feira, a Covrig Analytics afirmou que agora prevê um déficit global de açúcar de 300.000 toneladas para a safra 2026/27, em comparação com a previsão de junho de um excedente de 100 mil toneladas.
Por outro lado, a Green Pool Commodity Specialists elevou na semana passada a previsão de déficit global de açúcar para 2026/27 para 3,3 milhões de toneladas, ante a estimativa de junho de 1,76 milhão de toneladas, e a StoneX elevou na última terça-feira sua previsão de déficit global de açúcar para 2026/27 para 1,7 milhão de toneladas, ante a estimativa de maio de 550 mil toneladas.
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Cacau
Já o aumento da produção de cacau na Àsia pressionou as cotações na Bolsa de Nova York, em que o vencimento futuro para setembro recuou 0,71% e fechou o dia cotado em US$ 5,397 por tonelada.
O Barchart também apontou que a agência reguladora do cacau em Gana informou que 750 mil toneladas de cacau foram colhidas para a safra 2025/26, que termina no final deste mês, isso representa um aumento de 25,6% em relação às 597 mil toneladas da safra 2024/25.
Café
O preço futuro do café finalizou o dia com ganho diante das condições climáticas nas regiões produtores brasileiras. Na bolsa de Nova York, o vencimento futuro para entrega em dezembro registrou alta de 0,86% e precificado em U$S 3,11 por libra-peso.
O Barchart apontou que o arábica caiu de sua máxima nesta sessão após as previsões meteorológicas para o Brasil indicarem tempo mais seco, o que deve permitir uma aceleração no ritmo da colheita de café no país.
Além disso, as importações de café da Colômbia atingiram 487 mil sacas de 60 kg entre janeiro e abril de 2026, representando um aumento de 112% em comparação com o mesmo período de 2025, segundo dados da associação de exportadores do país, Asoexport.
O Brasil manteve-se como o maior fornecedor de café importado pela Colômbia, representando 73,14% do total das importações, seguido pelo Peru, com 12,20%, e pelo Equador, com 4,64%.
A Colômbia tem recorrido cada vez mais ao fornecimento de café estrangeiro para suprir a demanda interna em meio à escassez de café de qualidade inferior produzido localmente. O país exporta a maior parte de seus grãos de Arábica de alta qualidade, enquanto historicamente o café afetado por problemas como a broca-do-café (broca) e a ferrugem-do-café (roya) era destinado ao consumo interno.
Suco de Laranja
O vencimento futuro para o suco de laranja para entrega em setembro finalizou com desvalorização de 1,25% em que o contrato fechou negociado a US$ 1,57 por libra-peso.
Algodão
No caso do algodão, o contrato futuro para entrega em dezembro encerrou o dia com avanço de 0,68% e negociado a 83,02 centavos de dólar a libra-peso.
De acordo com o Barchart, o mercado segue atento a safra americana em que a previsão quantitativa da NOAA (Administração Nacional Oceânica e Atmosférica) indica que a seca continuará em grande parte do Texas na próxima semana, com totais muito baixos no Golfo do México e em partes da Geórgia.
Preço das terras rurais varia de R$ 50 mil a R$ 250 mil por hectare
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