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Sexta-feira, 10 de Julho de 2026

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Agro bate recorde de exportação no semestre, impulsionado por carnes e soja

Exportações de carne bovina e frango in natura, além da soja, atingem máximas históricas para período

Estadão Rondônia
Por Estadão Rondônia
Agro bate recorde de exportação no semestre, impulsionado por carnes e soja
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As exportações do agronegócio brasileiro alcançaram o recorde de US$ 87 bilhões no primeiro semestre de 2026, impulsionadas principalmente pelo desempenho das carnes, da soja e do algodão.

Segundo dados do Mapa (Ministério da Agricultura, Pecuária e Abastecimento), o resultado foi sustentado pelo aumento do volume embarcado de diversos produtos, apesar da queda nos preços internacionais de algumas commodities, como açúcar e café.

A China permaneceu como principal destino das vendas externas do setor, respondendo por 35,1% das exportações, com compras de US$ 30,5 bilhões, alta de 10,5% em relação ao mesmo período do ano passado. União Europeia e Estados Unidos aparecem na sequência entre os principais mercados.

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A soja em grãos permaneceu como principal produto da pauta exportadora do agro, registrando recorde de volume, com 69,6 milhões de toneladas embarcadas no semestre, alta de 7,1% sobre igual período de 2025.

As exportações de carne bovina in natura também atingiram máximas históricas, somando US$ 9,1 bilhões, avanço de 38,5%, e 1,5 milhão de toneladas, crescimento de 16,2%.

A carne de frango in natura também apresentou desempenho recorde, com exportações de US$ 5 bilhões, alta de 17,8%, e 2,5 milhões de toneladas, crescimento de 13,7%. Japão, União Europeia e China responderam por mais de 78% da expansão das vendas da proteína no semestre.

Outro destaque foi o farelo de soja, que movimentou US$ 4,6 bilhões, alta de 14,8%, com recorde de 12,7 milhões de toneladas embarcadas. O Irã foi o mercado que mais ampliou suas compras do produto brasileiro, com aumento de 571,3% em relação ao primeiro semestre de 2025.

As exportações de algodão também alcançaram o maior valor da série histórica para o período, totalizando US$ 2,8 bilhões, avanço de 12,5%, impulsionadas pelo aumento de 21,4% no volume exportado.

A China foi o principal destino, com crescimento de 160% nas compras. O milho completou a lista dos destaques, com exportações de US$ 1,7 bilhão, alta de 20,6%, favorecidas pelo aumento dos embarques para Vietnã e Egito.

Na direção oposta, alguns dos principais produtos da pauta registraram retração. As exportações de café verde caíram nos principais mercados consumidores, como Estados Unidos, União Europeia e Japão.

Já o açúcar bruto teve queda de 24,5% na receita, reflexo da redução de 21,9% no preço médio internacional e de uma leve diminuição no volume embarcado. A celulose também apresentou recuo de 4% no valor exportado devido à menor quantidade comercializada, apesar da alta dos preços médios.

Ao todo, o primeiro semestre de 2026 registrou recordes históricos de exportação para diversos produtos do agronegócio, entre eles soja em grãos (volume), carnes bovina, suína e de frango (valor e quantidade), algodão, farelo de soja, bovinos vivos, café solúvel, DDG, arroz, mangas e óleo de milho, evidenciando a diversificação da pauta exportadora brasileira.

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FONTE/CRÉDITOS: Kaique Cangirana
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