O governo brasileiro saberá como implementar no momento adequado a Lei de Reciprocidade para responder às tarifas impostas pelos Estados Unidos sobre produtos brasileiros, e terá um programa de apoio aos setores afetados do país, disse nesta quinta-feira (16) o vice-presidente da República, Geraldo Alckmin (PSB).
Em entrevista coletiva convocada pelo governo para responder às tarifas anunciadas de madrugada pelos EUA, Alckmin disse que a medida do governo Trump é injusta e descabida, acrescentando que os argumentos apontados partem de uma base “totalmente falsa”.
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O ministro da Fazenda, Dario Durigan, que também participou da entrevista ao lado de outras autoridades, disse que o governo reativará o programa Brasil Soberano para fornecer apoio aos setores mais afetados pela nova tarifa, com a perspectiva de já adotar alguma iniciativa no início de agosto.
Segundo Durigan, o montante que será oferecido em suporte deverá ser inferior ao das outras edições do plano, uma vez que as exceções à nova taxação foram maiores, e será definido a partir de conversa com os setores mais afetados.
Em setembro do ano passado, com o lançamento do Brasil Soberano, o governo liberou R$ 30 bilhões do Fundo Garantidor de Exportações para fornecer crédito mais barato e outros benefícios a setores afetados pelas tarifas dos EUA.
A segunda edição do programa, anunciada em março e voltada também a setores afetados pela guerra no Oriente Médio, estabeleceu R$15 bilhões adicionais em linhas de crédito sob gestão do BNDES.
Alckmin mencionou, na entrevista, que nos últimos 15 anos os EUA tiveram superávit de US$ 424 bilhões na relação comercial com o Brasil.
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