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Segunda-feira, 06 de Julho de 2026

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Análise: Brasil falhou ao não adaptar sua estratégia, diz Michel Bastos

Para o ex-jogador, Seleção tinha que ter mudado de postura ao ser ameaçado pela Noruega

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Por Estadão Rondônia
Análise: Brasil falhou ao não adaptar sua estratégia, diz Michel Bastos
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A seleção brasileira deveria ter adaptado sua estratégia ao longo da partida contra a Noruega. Essa é opinião de Michel Bastos, comentarista do CNN na Copa, após a eliminação na Copa do Mundo dos Estados Unidos por 2 a 1.

Segundo o ex-jogador, a justificativa de recuar as linhas e não fazer uma marcação sob pressão alta para evitar o mano a mano com Haaland até faz sentido no primeiro tempo, mas a persistência, não.

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“Quando a gente fala de seleção brasileira, durante 90 minutos uma seleção ficar adaptada ao adversário, e não mudar a estratégia para que o adversário se adapte ao seu estilo de jogo… Aí a gente já meio que já foge um pouco daquilo que é o Brasil”.

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Em termos de protagonismo, Vinícius Júnior chamou a responsabilidade, na visão de Michel Bastos, mas abusou da individualidade, prejudicando o aspecto tático.

“Sei que chega ali, na hora, e quer resolver, é muito do atleta, só que tem que ser inteligente”, avalia Michel.

“Uns 10 lances que tentou ir para cima do adversário, perdeu. Teve um lance no segundo tempo que ele perde a bola no meio do campo tentando resolver e cede um contra-ataque. Nessas horas precisa ser inteligente”.

Ciclo fragmentado

Michel Bastos e Cris Schwambach, apresentadora do CNN na Copa, concordam que o resultado reflete a turbulência administrativa da CBF nos últimos quatro anos, marcada por trocas constantes de treinadores e mudança na presidência.

“O Brasil teve técnicos que não conversavam entre si, escolas que não conversavam entre si, o que mostra muito que que a CBF tava perdida no meio do caminho”, analisa Cris.

Michel acrescenta que a eliminação passa também por um elenco repleto de atletas que não vivenciaram o processo de maturação necessário.

“Não se prepara uma Copa do Mundo durante um ano, e sim um ciclo de quatro anos”, pontua. “Teve todo esse problema com a CBF, com as trocas de treinadores, temos jogadores dentro desse elenco que não viveram o ciclo, e o oposto, os jogadores que estavam e não pudemos contar porque estavam lesionados.”

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FONTE/CRÉDITOS: denisebonfim
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