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Segunda-feira, 10 de Agosto de 2026

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Análise: Discurso anti-vacina afasta eleitor moderado

O analista de Política da CNN Pedro Venceslau aponta, ao Hora H, que posições contrárias à vacinação obrigatória prejudicam candidatos nas eleições de 2026

Estadão Rondônia
Por Estadão Rondônia
Análise: Discurso anti-vacina afasta eleitor moderado
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O discurso anti-vacina adotado por Eduardo Bolsonaro tende a afastar o eleitorado moderado nas eleições de 2026, segundo a avaliação do analista de Política da CNN Pedro Venceslau ao Hora H. A análise foi feita no contexto de um vídeo gravado por Eduardo Bolsonaro em que ele questiona a obrigatoriedade da vacinação infantil no Brasil.

De acordo com Pedro Venceslau, o tema da vacina provoca forte rejeição em um perfil específico de eleitor.

“A questão da vacina causa muita sensibilidade naquele eleitor mais moderado, aquele que muitas vezes se classifica como independente, não gosta muito do PT, mas também não comunga com esse discurso mais radicalizado anti-vacina”, afirmou o analista.

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Posição de Eduardo Bolsonaro gera controvérsia

O vídeo gravado por Eduardo Bolsonaro, no qual ele critica a obrigatoriedade da vacinação para crianças, não teria sido bem recebido pelos aliados de Tarcísio de Freitas em São Paulo.

O tema chegou a ser abordado no debate realizado pela TV Bandeirantes, o primeiro entre candidatos ao governo do estado.

Segundo Pedro Venceslau, Eduardo Bolsonaro tentou amenizar sua posição ao dizer que não se opõe à vacina em si, mas que deseja ter a liberdade de não vacinar sua filha — tratando a questão como uma escolha individual, e não como um tema de saúde pública.

O analista destacou que o assunto já causou divisões políticas relevantes no passado. Segundo ele, a questão da vacina contribuiu para a derrota de Jair Bolsonaro e colocou em lados opostos o então governador João Dória, responsável por articular a produção da vacina Sinovac no Brasil em parceria com o Butantan e a China.

Quando São Paulo saiu na frente no processo de vacinação, o então governo federal ficou na defensiva.

Pedro Venceslau avaliou que o assunto não é conveniente para Tarcísio de Freitas nem para Flávio Bolsonaro como pauta de campanha.

Segundo o analista, Flávio Bolsonaro tem se esforçado para se distanciar do tema, destacando que se vacinou — ao contrário do pai e dos irmãos —, embora ele próprio tenha sido crítico da vacina contra a Covid no passado.

Os textos gerados por inteligência artificial na CNN Brasil são feitos com base nos cortes de vídeos dos jornais de sua programação. Todas as informações são apuradas e checadas por jornalistas. O texto final também passa pela revisão da equipe de jornalismo da CNN. Clique aqui para saber mais.
FONTE/CRÉDITOS: afonsobenites
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