A crise no Oriente Médio tem o potencial de impactar as eleições presidenciais no Brasil, sim – e até diria que está se transformando em uma variável-chave.
O grande debate nas reuniões do FMI (Fundo Monetário Internacional) em Washington nesse ano foi como pensar as repercussões da guerra no Oriente Médio para a economia global.
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Todos estão de acordo de que o choque na alta do preço do petróleo e a falta de escoamento de produtos – inclusive fertilizantes – estão impactando as cadeias globais e gerando um choque inflacionário global. Tudo vai depender da duração dessa crise.
A aposta da Eurasia é que Irã e Estados Unidos estão próximos de chegar a um acordo que possa levar a um cessar-fogo com uma abertura parcial do Estreito de Ormuz.
Se isso acontecer, os impactos inflacionários, também em preço de alimentos e combustíveis, tendem a ser temporários.
Para o Brasil, esse é um cenário um pouco mais benigno para o governo Lula (PT), porque significa que o aumento de preço que temos visto no último mês vai continuar para mais um mês, mas tende a se arrefecer antes da eleição.
Mas se essa crise perdurar e os Estados Unidos e o Irã não chegarem a um acordo, as repercussões para a alta de preço de fertilizantes, a possibilidade de falta de diesel e as repercussões no custo de vida para o eleitor brasileiro serão mais graves.
Um cenário como esse pode fazer toda a diferença entre deixar o candidato à oposição mais favorito para poder prevalecer em outubro.
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* Christopher Garman é diretor-executivo para as Américas do Grupo Eurasia. Este texto foi transcrito em primeira pessoa de análise em vídeo para o WW
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