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Sexta-feira, 08 de Maio de 2026

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Análise: Irã quer garantias de outros países para abrir estreito de Ormuz

País busca respaldo antes de aceitar proposta dos Estados Unidos para encerrar a guerra

Estadão Rondônia
Por Estadão Rondônia
Análise: Irã quer garantias de outros países para abrir estreito de Ormuz
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A demora do Irã em responder a proposta dos Estados Unidos sugere insatisfação com o plano pelo fim da guerra.

Segundo o analista Lourival Sant’Anna, Teerã está descontente com a oferta de 14 pontos apresentada pelos americanos e exige garantias de outros países antes de avançar nas negociações.

A proposta americana prevê, em primeiro lugar, a interrupção dos combates — sem um cessar-fogo formal — e, em seguida, a reabertura do Estreito de Ormuz. O plano prevê ainda um prazo de 30 dias para a negociação dos termos de um acordo definitivo.

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Falta de confiança nos Estados Unidos

Para o Irã, o Estreito de Ormuz representa sua principal carta na manga nas negociações. “O Irã não tem confiança suficiente nos Estados Unidos e quer garantias de outros países antes de abrir o estreito”, afirmou Lourival Sant’Anna.

O analista explicou que o país enxerga a situação como um déjà vu: quando o conflito teve início, em 28 de fevereiro, havia um cessar-fogo em vigor e negociações em andamento — acordo que, segundo o Irã, teria sido violado pelos Estados Unidos e por Israel.

Irã busca respaldo da Europa ou da China

Diante desse histórico, o Irã estaria buscando o respaldo de países europeus ou da China — nações em que deposita maior confiança — para seguir adiante nas tratativas e, eventualmente, reabrir o Estreito.

Lourival Sant’Anna destacou que, uma vez aberto o estreito, seria muito mais difícil fechá-lo novamente, já que isso exigiria a retirada das minas instaladas na região. Com o cessar-fogo, o país perderia essa capacidade de retaliação.

Pressão econômica e o petróleo represado

Apesar da pressão econômica sobre o Irã, fontes da CIA informaram ao Washington Post e à Reuters que a economia iraniana suportaria até quatro meses de bloqueio americano. Lourival Sant’Anna, porém, destacou um fator não mencionado nessas avaliações: o petróleo armazenado.

O Irã produz 1,7 milhão de barris por dia e já não teria mais capacidade de armazenamento — assim como outros países do Golfo. Isso obrigaria o fechamento dos poços, um processo lento e custoso para reverter. Por outro lado, o analista ressaltou que quatro meses de bloqueio também representariam um limite difícil de suportar para os Estados Unidos, o que o Irã contaria a seu favor para obter condições mais favoráveis no acordo.

Entenda como funcionam as minas usadas pelo Irã no Estreito de Ormuz

FONTE/CRÉDITOS: afonsobenites
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