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Sexta-feira, 19 de Junho de 2026

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Análise: O impacto dos escândalos do Master no PT e PL

Analistas debatem o impacto político do caso Master em diferentes partidos e os riscos de um "acordão" que possa frear as investigações

Estadão Rondônia
Por Estadão Rondônia
Análise: O impacto dos escândalos do Master no PT e PL
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O presidente Lula (PT) telefonou para o senador Jaques Wagner (PT-BA), na quinta-feira (18), e pediu para o petista se defender das acusações do caso Master. O líder do governo no Senado é um dos novos alvos da Compliance Zero, operação que investiga as fraudes envolvendo o banco de Daniel Vorcaro.

Ao WW, analistas debateram quem teria legitimidade e credibilidade para conduzir as investigações envolvendo o Master, diante de um cenário em que múltiplos atores políticos — de diferentes partidos — aparecem como alvos ou como potenciais obstáculos ao avanço das apurações.

Para Christopher Garman, diretor-executivo da Eurasia Group, o ator mais relevante nesse processo é o ministro André Mendonça, relator do caso no STF (Supremo Tribunal Federal).

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“Tudo indica que ele tem um compromisso e uma disposição de levar essas investigações a fundo, mesmo que gere uma reação contrária dentro do próprio tribunal”, afirmou Garman. Ele destacou ainda a autonomia da PF (Polícia Federal) como um fator favorável ao avanço das apurações.

Racha no Supremo Tribunal Federal

Um dos pontos centrais do debate foi a divisão interna no STF. De um lado, um grupo de ministros que apoia o aprofundamento das investigações; de outro, ministros que enxergam o escândalo como uma narrativa construída, em parte, pela imprensa.

O analista de Política da CNN Caio Junqueira apontou que minorias no Executivo, no Legislativo e no Supremo tentam levar o caso adiante, “lideradas por André Mendonça“.

Na contraparte, o analista identificou a liderança do presidente do Senado, Davi Alcolumbre (União-AP), e Gilmar Mendes, do STF, como forças que fazem frente a esse movimento.

A âncora da CNN Thais Herédia destacou que Alcolumbre apareceu cercado por senadores de diferentes partidos — de Randolfe Rodrigues (PT-AP) a Bia Kicis (PL-DF) — em defesa de Jaques Wagner (PT-BA), alvo da operação Compliance Zero.

O risco do “acordão” e a “pequena corrupção”

Os analistas debateram a possibilidade de um “acordão” político que sufoque as investigações, nos moldes do que teria ocorrido com a Lava Jato. Garman ponderou que, mesmo que esse tipo de acordo venha a acontecer, ele tende a demorar para ser construído.

“Podemos ter um acordão lá na frente, mas o que nós estamos discutindo são os próximos três meses antes da eleição presidencial”, disse ele.

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Thais Herédia chamou atenção para o que classificou como “pequena corrupção” — práticas como o uso de aviões particulares de investigados por autoridades públicas e o recebimento de ingressos para shows no exterior no valor de dezenas de milhares de reais.

“A investigação vai curar isso?”, questionou ela. Garman reconheceu o risco de banalização dessas condutas, mas lembrou que crises de corrupção historicamente impulsionaram a criação de novas legislações e ferramentas de combate à corrupção.

Impacto sobre o próximo presidente

Caio Junqueira foi enfático ao afirmar que a sustentabilidade política do próximo presidente estará diretamente ligada ao destino dessas investigações. “Toda a agenda do Brasil, a partir de 2027, estará amarrada no avanço ou não dessas investigações”, disse ele.

Segundo o analista, acordos políticos em torno do caso Master podem paralisar até mesmo agendas econômicas e de modernização do Estado. Ele lembrou ainda que o próximo presidente indicará quatro ministros do STF, o que torna o tribunal um palco ainda mais estratégico para a definição dos rumos do escândalo.

Os textos gerados por inteligência artificial na CNN Brasil são feitos com base nos cortes de vídeos dos jornais de sua programação. Todas as informações são apuradas e checadas por jornalistas. O texto final também passa pela revisão da equipe de jornalismo da CNN. Clique aqui para saber mais.
FONTE/CRÉDITOS: afonsobenites
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