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Quarta-feira, 16 de Setembro de 2026

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Argentina acusa executivos de empresas que atuam nas Malvinas, diz jornal

Procurador pediu investigações por supostas violações de uma lei, lavagem de dinheiro, danos ambientais dentre outros possíveis crimes

Estadão Rondônia
Por Estadão Rondônia
Argentina acusa executivos de empresas que atuam nas Malvinas, diz jornal
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Um procurador da Argentina acusou formalmente nesta terça-feira (15) executivos e acionistas de empresas de petróleo que operam nas Ilhas Malvinas, informou o jornal Clarín.

Ele também pediu uma investigação sobre qualquer indivíduo ou entidade que possa estar envolvida no projeto por supostas violações da “Lei Pino Solanas”, danos ambientais e lavagem de dinheiro, entre outros possíveis crimes, ainda de acordo com o jornal.

O procurador Carlos Stornelli também solicitou “apuração aprofundada sobre os acionistas e quaisquer indivíduos ou empresas que possam estar fornecendo apoio logístico ou assistência à exploração de hidrocarbonetos“, afirmou o Clarín.

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Segundo o veículo, as empresas envolvidas são a israelense Navitas Petroleum e a britânica Rockhopper Exploration.

A Navitas não respondeu imediatamente aos pedidos de comentários da agência Reuters, e a Rockhopper recusou-se a comentar.

Ambas as empresas já afirmaram que o projeto do campo petrolífero possui licenças válidas do governo das Ilhas Malvinas e indicaram que não esperam que as ações de Milei prejudiquem o desenvolvimento.

O gabinete do procurador federal Carlos Stornelli não respondeu imediatamente a um pedido de comentários da Reuters.

Reino Unido busca tranquilizar empresas

Também nesta terça-feira, o Reino Unido procurou tranquilizar as empresas que atuam nas Ilhas Malvinas.

O governo britânico afirmou em comunicado que apoia toda atividade econômica legítima e defende o direito dos habitantes das Ilhas Malvinas de regular sua economia e desenvolver seus recursos naturais, incluindo hidrocarbonetos.

“A posição do governo do Reino Unido é que a Argentina não tem o direito de exercer jurisdição sobre as Ilhas Malvinas ou de aplicar sua legislação interna dentro das ilhas, nem contra quaisquer empresas ou indivíduos que participem de negócios nas ilhas ou que estejam relacionados a elas”, afirmou o Reino Unido em seu comunicado.

Acrescentou ainda que não vê fundamento jurídico para que tribunais fora da Argentina façam cumprir medidas tomadas contra tais empresas.

A Argentina invadiu as ilhas em 1982 e travou uma guerra de 10 semanas por elas antes de se render ao Reino Unido.

*com informações da Reuters

FONTE/CRÉDITOS: tiagotortella
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