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Terça-feira, 16 de Junho de 2026

Assembleia Legislativa

Assembleia reforça incentivo à doação de sangue durante o Junho Vermelho

Iniciativas da Casa mostram importância do gesto nobre.

Jenyffer Diógenes
Por Jenyffer Diógenes
Assembleia reforça incentivo à doação de sangue durante o Junho Vermelho
Assessoria Parlamentar
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"Doar sangue é um gesto simples que salva vidas. Por isso, aproveitamos a data para conscientizar a população sobre a importância de manter os estoques abastecidos durante todo o ano. Como presidente da Comissão de Saúde da Assembleia Legislativa, sigo trabalhando para fortalecer a rede pública de saúde e ampliar o acesso da população aos serviços essenciais em todas as regiões de Rondônia", concluiu.

Deputado estadual Luís do Hospital destaca ações em parceria com a Fhemeron (Divulgação)

Fhemeron alerta para baixo estoque de tipos sanguíneos negativos

Enquanto os estoques dos tipos sanguíneos com fator RH positivo permanecem em situação considerada satisfatória em Rondônia, a Fundação de Hematologia e Hemoterapia do Estado (Fhemeron) mantém atenção especial aos tipos negativos, que apresentam menor disponibilidade e exigem mobilização constante de doadores.

Segundo a assistente social da Fhemeron, Maria Luiza Pereira, os tipos "O negativo", "A negativo" e "B negativo" são os que mais preocupam devido à baixa quantidade de bolsas disponíveis.

"Os tipos RH positivo estão em estado satisfatório. A gente está conseguindo atender toda a demanda transfusional do estado inteiro. Só que estamos trabalhando com um estoque muito baixo dos negativos. O negativo, A negativo e B negativo são sangues mais raros e, quando existe uma demanda maior, precisamos de uma mobilização maior de doadores", explicou.

A especialista destaca que os tipos mais utilizados na rotina hospitalar são o "A positivo" e o "O positivo", o que torna a doação regular ainda mais importante.

"São os tipos mais usados. Quanto mais doadores nós temos desses grupos, mais conseguimos atender os pacientes que necessitam dessas bolsas de sangue", afirmou.

Quem pode doar

De acordo com Maria Luiza Pereira, a doação é destinada a pessoas saudáveis e com peso superior a 50 quilos.

Pessoas com gripe ou febre não podem doar temporariamente. No caso de hipertensão, a condição precisa estar controlada para que a doação seja realizada com segurança.

"Você doa sangue para salvar vidas. Então, precisa estar saudável para poder ajudar alguém", ressaltou.

Impedimentos temporários

Entre os impedimentos temporários estão gripe, febre, gravidez e amamentação.

Segundo a Fhemeron, mulheres que estejam amamentando somente podem doar após 12 meses do nascimento da criança. O mesmo prazo é exigido para pessoas que tiveram malária, realizaram exames como endoscopia digestiva ou colonoscopia, ou passaram por procedimentos como tatuagem, piercing ou micropigmentação.

Como funciona a doação

O processo de doação começa com o cadastro do voluntário. Em seguida, o candidato passa por uma pré-triagem, quando são verificados peso, temperatura e sinais vitais.

Após essa etapa, ocorre a triagem clínica, conduzida por profissional de saúde, com perguntas relacionadas às condições do doador. Estando apto, o voluntário segue para a coleta.

A retirada do sangue dura, em média, 15 minutos. Junto com a bolsa coletada, também são retiradas amostras para exames sorológicos e para a confirmação da tipagem sanguínea.

Uma doação pode ajudar até quatro pessoas

Depois da coleta, o material segue para o setor de fracionamento, onde ocorre a separação dos componentes sanguíneos.

Por meio de um processo realizado em centrífuga, a bolsa é dividida em plasma, plaquetas e hemácias. A partir do plasma, ainda podem ser obtidos outros hemoderivados utilizados nos tratamentos de pacientes.

"Por isso se fala que uma bolsa de sangue pode salvar até quatro vidas. Eu faço uma doação e consigo ajudar até quatro pessoas diferentes", explicou Maria Luiza.

Onde doar em Rondônia

O hemocentro coordenador funciona em Porto Velho e é responsável pela realização dos exames laboratoriais das bolsas coletadas em todo o estado.

Além da Capital, Rondônia possui hemocentros regionais em Ji-Paraná, Ariquemes, Vilhena, Cacoal e Rolim de Moura. A rede conta ainda com um posto de coleta em Guajará-Mirim.

Policial Charles Elias é doador há mais de 20 anos e diz que a motivação é salvar vidas (Divulgação)

As bolsas permanecem armazenadas nas unidades regionais, enquanto as amostras de sangue são encaminhadas para Porto Velho, onde são realizados os testes sorológicos necessários antes da liberação para uso transfusional.

Entre o medo e a solidariedade, a decisão de doar

O policial civil e doador de sangue há mais de duas décadas, Charles Elias, afirma que a principal motivação para manter as doações regulares é a possibilidade de ajudar quem precisa.  “Doar sangue é um ato de solidariedade. Não custa nada e pode salvar vidas. Eu faço isso desde os 18 anos e sempre tive uma experiência muito tranquila. É um gesto simples, mas que tem um impacto enorme para quem está precisando.”

Ele aproveita para incentivar novas pessoas a se tornarem doadoras. “Muitas vezes o receio é maior do que a realidade. A doação é rápida, segura e aquele sangue pode ajudar várias pessoas. Quando pensamos que podemos contribuir para salvar vidas, qualquer medo vale a pena ser superado.”

Para Charles, a doação representa mais do que um gesto de cidadania. “Toda vez que vou doar, sinto que estou fazendo o bem e ajudando o próximo. Saber que a sua atitude pode fazer diferença na vida de alguém é algo que não tem preço.”

Doador frequente, ele garante que pretende continuar contribuindo. “Eu procuro cumprir todas as doações que posso fazer ao longo do ano. É um compromisso que assumo porque sei da importância que esse gesto tem para quem depende de uma bolsa de sangue.”

Medo inicial, mas sensação mudou

O servidor público e jogador de basquete Diego Alexandre explica que teve sensações diferentes com a experiência da doação. Ele relata que a primeira doação foi motivada pela necessidade do familiar de um grande amigo. "Assim que soube que precisavam do meu tipo sanguíneo, não pensei duas vezes, soube na hora que precisava ajudar de alguma forma"

Mas a experiência inicial foi marcante. "Para ser sincero, a primeira sensação foi de medo, pois eu não sabia exatamente como funcionava o processo. No entanto, assim que cheguei ao hemocentro, fui tão bem atendido que toda a ansiedade desapareceu. No momento da doação, o medo deu lugar ao entendimento real da importância daquele ato".

Diego Alexandre teve medo no começo e alerta para que todos busquem informação (Foto: Divulgação)

Para o funcionário público, ajudar a salvar vidas é bem gratificante. "É um sentimento indescritível. Perceber que um gesto tão simples e rápido para nós pode significar uma vida inteira pela frente para quem precisa é muito forte. Saber que, naquele momento, nós somos a esperança de alguém traz um propósito enorme".

Diego também aproveita para deixar uma mensagem para quem ainda não é doador. "Busque informação e deixe o medo de lado. O processo é extremamente simples, seguro e rápido. O pequeno incômodo de uma agulha não chega nem perto do tamanho do impacto de salvar uma vida"

FONTE/CRÉDITOS: Elianio Nascimento
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Jenyffer Diógenes

Publicado por:

Jenyffer Diógenes

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