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Segunda-feira, 07 de Setembro de 2026

Política

Ato em Brasília pede impeachment de Moraes em meio a crise no STF

Convocado por Sebastião Coelho, candidato ao Senado pelo Novo, o protesto contou com a presença de cerca de 300 manifestantes no Eixinho, na manhã de segunda-feira (7/9)

Estadão Rondônia
Por Estadão Rondônia
Ato em Brasília pede impeachment de Moraes em meio a crise no STF
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Na manhã de segunda-feira (7/9), em Brasília, cerca de 600 apoiadores do ex-presidente Jair Bolsonaro (PL) se reuniram em dois protestos contra o ministro do Supremo Tribunal Federal (STF) Alexandre de Moraes, que está no epicentro de uma crise com o ministro André Mendonça. Durante as manifestações, os presentes clamaram “Fora, Moraes, Gonet e Alcolumbre”.

Um dos protestos teve início por volta das 9h em frente ao Banco Central, convocado pelo desembargador e candidato ao Senado Sebastião Coelho (Novo), reunindo aproximadamente 300 pessoas. O segundo ato aconteceu na Funarte, organizado pela deputada Bia Kicis (PL).

Participou do ato o senador Eduardo Girão (Novo), que é candidato a vice-presidente na chapa de Romeu Zema. Ele declarou que o propósito do protesto é manifestar-se de forma pacífica contra o que chamou de “bandalheira” que ocorre no Brasil.

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Girão também se manifestou sobre a crise entre os ministros Alexandre de Moraes e André Mendonça, defendendo o afastamento de Moraes. “Estamos aqui num dia emblemático para o Brasil. Ontem, André Mendonça, que nós apoiamos amplamente, autorizou o julgamento no STF da investigação contra o ministro Moraes, que possui 130 milhões de razões para ser afastado imediatamente. Esperamos que a ética e a justiça prevaleçam. Ninguém está aqui representando político ou partido. Este movimento é maior do que direita e esquerda, quem é contra ou a favor do governo. Gente de bem precisa se unir”, afirmou.

O evento ainda contou com a presença do candidato ao Governo do Distrito Federal, Kiko Caputo (Novo).

Outro protesto da direita estava agendado para as 10h na Funarte, convocado pela deputada federal Bia Kicis (PL-DF). Quando perguntado sobre a possibilidade de as duas manifestações se encontrarem, Sebastião Coelho comentou que os atos têm propostas diferentes.

De acordo com Coelho, a manifestação em frente ao Banco Central foi considerada “espontânea”, ao passo que o ato na Funarte é político e partidário. “O ato na Funarte é político, é promovido por um partido, houve até propaganda paga para aquele ato. Aqui não, aqui é um ato espontâneo das pessoas. O número de participantes já prova que estamos realizando uma manifestação patriótica, em defesa do nosso país, e não por política”, ressaltou.

O candidato ao Senado ainda enfatizou que, apesar de estar concorrendo nas eleições deste ano, não está participando da manifestação como candidato. “Aqui eu sou candidato, mas não estou usando a camisa de candidato. A manifestação na Funarte, por outro lado, será política, com cabos eleitorais pagos, mas isso é legítimo; cada um tem uma visão sobre o mesmo fato. Minha visão é a de libertar o nosso país”, concluiu.

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