O Banco Central do Brasil (BC) decretou nesta quarta-feira (18) a liquidação extrajudicial do Banco Pleno S.A. e da Pleno Distribuidora de Títulos e Valores Mobiliários (Pleno DTVM), duas instituições financeiras que integravam a estrutura do controverso Caso Master. A decisão foi motivada pela deterioração da situação econômico-financeira, restrições de liquidez e descumprimento de normas bancárias, segundo nota oficial do regulador.
Com o regime de liquidação, o BC interrompe as operações do Banco Pleno e da Pleno DTVM, inicia o levantamento de credores e ativos, e nomeia um liquidante para conduzir o processo de saída dessas instituições do Sistema Financeiro Nacional (SFN). A medida foi justificada após meses em que o banco — que já foi o antigo Banco Voiter e foi vendido a Augusto Ferreira Lima, ex-sócio de Daniel Vorcaro — enfrentou dificuldades para captar recursos suficientes e honrar compromissos de curtíssimo prazo.
O Fundo Garantidor de Créditos (FGC) informou que deve **ressarcir até cerca de R$ 4,9 bilhões aos clientes e investidores elegíveis, abrangendo aproximadamente 160 mil credores com depósitos e aplicações dentro dos limites de cobertura do fundo. O pagamento segue as regras do FGC, com teto de cobertura de R$ 250 mil por CPF ou CNPJ por instituição.
A liquidação do Banco Pleno e da Pleno DTVM amplia o desmonte promovido pelo BC no âmbito do Caso Master, já responsável pela intervenção e liquidação de outras instituições vinculadas ao congestionado conglomerado financeiro desde novembro de 2025. Com essa nova etapa, o total de empresas do grupo atingidas chega a oito, refletindo a estratégia do regulador de separar gradualmente aquelas consideradas inviáveis financeiramente e com risco de contágio ao sistema.
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