Os bancos centrais terão de reforçar a supervisão e a governança do uso de inteligência artificial, aumentar a transparência sobre sua aplicação e ampliar a cooperação internacional em resiliência operacional e cibersegurança.
É o que afirma o Fundo Monetário Internacional em publicação no blog da instituição nesta quinta-feira (23).
“Com a IA incorporada à arquitetura de decisões do sistema, Bancos Centrais e supervisores passam a ter papel central para garantir que o uso dessas tecnologias reforce, e não fragilize, a estabilidade financeira“, diz o FMI.
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Nos mercados de capitais, o órgão afirma que modelos de machine learning geram sinais de alta frequência e ferramentas generativas processam informações em tempo real, o que pode ajudar na fluidez.
Além disso, no crédito, pode-se ampliar dados usados na avaliação de risco e melhorar a detecção de fraudes.
Tais movimentos, porém, ocorrem somente em condições normais.
Segundo o FMI, sob estresse, torna-se difícil explicar por que uma estratégia baseada em IA se comportou de determinada maneira, o que também dificulta para bancos centrais e supervisores financeiros detectar riscos emergentes e diagnosticar disrupções no mercado.
Na infraestrutura, a IA auxilia em rotinas operacionais e pode ser usada por bolsas e sistemas de pagamento para monitoramento e detecção de anomalias.
Para o FMI, o principal risco está na concentração de serviços críticos e dependências compartilhadas, como nuvem, dados e provedores de modelos, capazes de gerar falhas correlacionadas.
O FMI destaca ainda que a IA generativa eleva o alcance de ataques cibernéticos, transformando a resiliência digital em tema macrofinanceiro.
A recomendação da instituição inclui exercícios sistêmicos com cenários de IA, padrões mais fortes e compartilhamento de informações.
Para o Fundo, a estabilidade financeira dependerá menos de um modelo e mais das regras, incentivos e salvaguardas definidas por Bancos Centrais e supervisores, com coordenação internacional.
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