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Domingo, 20 de Setembro de 2026

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Bessent e China devem se reunir por acordo de IA, comércio e minerais

Resultado mais provável, segundo analistas, seria Washington e Pequim concordarem com pequenas medidas para demonstrar que continuam evitando agravamento de tensões em relação comercial delicada

Estadão Rondônia
Por Estadão Rondônia
Bessent e China devem se reunir por acordo de IA, comércio e minerais
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O secretário do Tesouro dos Estados Unidos, Scott Bessent, e o vice-primeiro-ministro chinês, He Lifeng, devem se reunir no domingo (20) para tentar chegar a um acordo sobre inteligência artificial, tarifas e minerais críticos para a cúpula desta semana em Washington entre os presidentes Donald Trump e Xi Jinping.

As reuniões na sede do JP Morgan Chase em Manhattan, que também contarão com a presença do USTR (Representante Comercial dos EUA), Jamieson Greer, devem começar por volta das 11h30 no horário de Brasília e devem durar o dia todo.

Os principais temas em discussão serão o status da trégua comercial entre EUA e China, que deve expirar em 10 de novembro; o fluxo de ímãs de terras raras e minerais críticos chineses, que autoridades norte-americanas consideram insuficiente; e as possíveis medidas de proteção para a inteligência artificial após relatos de falhas de segurança importantes envolvendo modelos de IA.

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O resultado mais provável, segundo analistas, seria Washington e Pequim concordarem com pequenas medidas para demonstrar que continuam evitando o agravamento das tensões em uma relação comercial delicada, que tem grandes consequências para a economia global.

“Acredito que haverá alguma demonstração de resultados concretos, dado o fato de se tratar de uma cúpula presidencial, mas não sinto que estejamos à beira de um avanço significativo”, disse Anna Ashton, analista de comércio com a China há muitos anos e fundadora da Ashton Intelligence.

“Acho que a manutenção do status quo é provavelmente a melhor expectativa de ambos os lados.”

Muitas das questões que He, Bessent e Greer terão que resolver para Trump e Xi são resquícios do encontro entre os dois líderes em Pequim, em maio, incluindo um esforço de ambos os lados para reduzir as tarifas sobre bens não estratégicos e as promessas chinesas de aumentar as compras de produtos agrícolas dos EUA em US$ 17 bilhões por ano e de adquirir mais de 200 aeronaves da Boeing.

O encontro entre Bessent, He e Greer segue um padrão estabelecido nos últimos 16 meses, no qual os três representantes se reuniram em cidades europeias e asiáticas para preparar possíveis acordos entre Trump e Xi.

Esses esforços incluíram a trégua de novembro de 2025, alcançada em Busan, na Coreia do Sul, que limitou as tarifas norte-americanas impostas durante o segundo mandato de Trump a cerca de 20% sobre produtos chineses, após uma escalada de retaliações mútuas que as havia levado a níveis de três dígitos em ambos os lados.

Posteriormente, a Suprema Corte dos EUA anulou as tarifas de Trump, que haviam sido invocadas sob uma lei de emergências nacionais, incluindo as taxas relacionadas ao tráfico de fentanil.

O governo Trump vem reconstruindo essas economias sob novas autoridades, incluindo a restauração de uma tarifa de 12,5% sobre produtos chineses devido a alegações de trabalho forçado.

A gestão republicana está finalizando uma investigação tarifária separada com o objetivo de conter o excesso de capacidade industrial que, segundo o governo, é desenfreado na China.

Nos termos desse acordo, a China prometeu restabelecer o fluxo de minerais críticos para os EUA e usuários globais. No entanto, um alto funcionário norte-americano disse a repórteres na sexta-feira (18) que o desempenho da China nessa área “não tem sido satisfatório” e que esse seria um dos temas de discussão antes da cúpula entre Trump e Xi.

Inteligência artificial

As discussões entre Bessent e He sobre IA são significativas porque os EUA e a China são as duas principais forças que impulsionam o desenvolvimento de ferramentas avançadas de IA e a adoção global dessa tecnologia. As terras raras desempenham um papel crucial na fabricação de tecnologia de semicondutores avançada que alimenta a IA.

Bessent afirmou na sexta-feira que espera que as discussões abranjam “tanto modelos de peso aberto quanto fechado”. Modelos de peso aberto são sistemas de IA com elementos centrais de acesso público, que os usuários podem baixar e ajustar para tarefas específicas.

Os modelos chineses de código aberto estão se tornando mais populares entre as empresas norte-americanas porque podem ser mais baratos do que as ferramentas de IA de código fechado, como as desenvolvidas pela Anthropic, OpenAI e outras companhias dos EUA.

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“Os Estados Unidos continuam sendo líderes em IA. E estamos abertos a discussões sobre como evitar riscos compartilhados e a bifurcação de nossos dois sistemas”, disse Bessent em um comunicado sobre as negociações com a China.

Bessent defendeu que os EUA e a China cheguem a um acordo sobre “mecanismos de proteção” para a IA, com o objetivo de impedir que modelos poderosos caiam nas mãos de atores não estatais mal-intencionados.

Redução de tarifas e investimentos

Os Estados Unidos e a China também concordaram em maio em iniciar discussões para reduzir as tarifas sobre bens não estratégicos por meio de um mecanismo denominado “Conselho de Comércio”, juntamente com um fórum semelhante para tratar de questões específicas de investimento.

Embora o governo Trump tenha endurecido as restrições ao investimento de empresas norte-americanas em alguns setores na China, a Reuters informou na sexta-feira que os EUA estão trabalhando em regras que provavelmente permitiriam que empresas farmacêuticas investissem em medicamentos chineses promissores e fechassem acordos de licenciamento para eles.

O Ministério do Comércio da China afirmou no sábado (19) que He também lideraria uma delegação de empresas chinesas aos EUA para participar de consultas econômicas e comerciais antes da cúpula.

A delegação empresarial, que espelha um grupo de CEOs norte-americanos que Trump levou a Pequim em maio, foi anunciada no mesmo dia em que Trump expressou abertura à possibilidade de montadoras chinesas construírem fábricas nos EUA.

Na sexta-feira, grupos da indústria automobilística norte-americana instaram Trump a manter a proibição efetiva da venda de veículos chineses nos EUA, alegando motivos de segurança nacional.

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FONTE/CRÉDITOS: joaonakamura
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