O Bank of America trabalha com um cenário de três altas de 0,25 ponto percentual nos juros americanos entre setembro e dezembro, levando a taxa básica americana para a faixa de 5% a 5,25%.
Entre os fatores que sustentam essa visão estão dados de atividade mais fortes do que o esperado, a persistência da inflação tanto de bens quanto de serviços e a postura adotada pelo novo presidente do Federal Reserve, Kevin Warsh, em sua primeira reunião à frente da autoridade monetária.
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Caso esse cenário se confirme, a expectativa é de piora para os mercados emergentes. Juros mais altos nos Estados Unidos tendem a fortalecer o dólar, reduzir o fluxo de recursos para países como o Brasil e aumentar a pressão sobre o câmbio, dificultando o controle da inflação.
A projeção do BofA é mais dura que a do mercado. A maior parte dos investidores espera apenas uma alta de juros neste ano.
A ferramenta FedWatch, do CME Group, mostra que a probabilidade de o Fed encerrar o ano com três altas de juros é de cerca de 7%.
O economista-chefe do BofA para o Brasil, David Beker, reconhece, porém, que esse cenário ficou menos provável após os dados mais recentes do mercado de trabalho americano.
A criação de vagas em junho veio abaixo das expectativas, reduzindo parte da pressão por um aperto monetário mais intenso.
Outro fator que pode enfraquecer esse cenário é a comunicação mais recente de Kevin Warsh. Depois de adotar um tom duro na estreia, o presidente do Fed sinalizou que os riscos para a inflação diminuíram, embora tenha reafirmado o compromisso de levar a inflação de volta à meta de 2%
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