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Sabado, 12 de Setembro de 2026

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BofA reduz previsão da Selic a 13,25% no fim do ano após IPCA

Bank of America aponta três principais motivos para bancar cortes em todas reuniões do Copom até final do ano

Estadão Rondônia
Por Estadão Rondônia
BofA reduz previsão da Selic a 13,25% no fim do ano após IPCA
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É consenso no mercado que o Copom (Comitê de Política Monetária) vai cortar a taxa básica de juros em 0,25 ponto percentual, fixando-a em 13,75% ao ano na próxima quarta-feira (16).

Esta é a “aposta fácil” de se fazer, escreve o BofA (Bank of America) em relatório desta sexta-feira (11). O que de fato importa e tem dividido o mercado, agora, é acertar qual será o futuro da Selic nas últimas duas reuniões de 2026 da diretoria do BC (Banco Central).

E após uma série de dados favoráveis ao trabalho da autoridade monetária, o BofA revisou suas projeções, passando a bancar cortes de 0,25 ponto em todos os encontros do Copom até o final do ano, fazendo a Selic encerrar o período em 13,25%.

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Anteriormente, esperava que fechasse em 13,75%, com apenas o corte da próxima reunião sendo realizado, assim como a mediana do mercado apurada pelo boletim Focus.

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Em relatório, o chefe de Economia no Brasil e Estratégia para América Latina do banco, David Beker, reconhece que o posicionamento é “firmemente mais moderado do que o mercado”.

“Isso é consideravelmente mais moderado do que o mercado, e é a mensagem central desta análise”, indica.

“Em nossa opinião, o mercado está muito focado no risco eleitoral e nos riscos de inflação alta que o Banco Central Britânico (BCB) gosta de destacar, e não está suficientemente atento à medida que a atividade e o crédito já esfriaram”, pontua.

São três os motivos pelos quais o BofA acredita que o BC não irá sinalizar uma pausa no ciclo de afrouxamento da política monetária.

“Primeiro, a inflação subjacente está melhorando e a projeção para o horizonte relevante parou de piorar, portanto, o principal motivo para manter as taxas de juros desapareceu”, escreve Beker.

O IPCA (Índice Nacional de Preços ao Consumidor Amplo) caiu 0,32% em agosto, após alta de 0,07% no mês anterior, informou o IBGE (Instituto Brasileiro de Geografia e Estatística) nesta sexta-feira (11).

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“Segundo, o crescimento desacelerou e o aumento da inadimplência aponta para alguma pressão sobre o crédito, o que apenas agrava a desinflação já em curso”, acrescenta.

A economia brasileira mostrou perda de fôlego no 2º trimestre de 2026, com avanço de 0,5% ante os três meses anteriores, segundo dados do PIB (Produto Interno Bruto). Destaque do indicador foi o consumo das famílias, que retraiu 0,4% no período.

Em meio ao cenário de juros altos, as compras são controladas à medida que o bolso do consumidor é pressionado. A inadimplência da carteira de crédito total do Sistema Financeiro Nacional avançou para 4,9% em julho, a maior da série histórica iniciada em 2011.

O terceiro motivo, “e mais importante”, é justamente o juro alto. “Mesmo após novos cortes de 25 pontos-base, a política monetária permanece muito restritiva”, ressalta o BofA.

“Há bastante espaço para cortes antes que a política deixe de ser restritiva, portanto, vemos poucos motivos para o BCB fechar as portas agora”, conclui, destacando que o comunicado do Copom deve vir mais suave e manter em aberto a possibilidade de novos cortes no futuro.

Juros altos são uma das principais causas de inadimplência no Brasil

FONTE/CRÉDITOS: joaonakamura
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