Brasília — O ex-presidente Jair Bolsonaro (PL) prestou depoimento à Primeira Turma do Supremo Tribunal Federal (STF) na tarde desta terça-feira (10/6), como parte das investigações sobre tentativa de abolição do Estado Democrático de Direito. O interrogatório foi conduzido pelo ministro Alexandre de Moraes, relator do caso.
A oitiva de Bolsonaro ocorre após os interrogatórios do ex-comandante da Marinha, almirante Almir Garnier, do ex-ministro da Justiça Anderson Torres e do general Augusto Heleno, que depuseram na manhã do mesmo dia.
Durante seu depoimento, Bolsonaro voltou a criticar as eleições de 2022, alegando que o processo eleitoral foi "injusto e disfuncional". O ex-presidente não apresentou provas concretas das alegações, mas afirmou que foi alvo de perseguição política e que teve cerceado seu direito de expressão durante o período eleitoral.
O interrogatório faz parte de um conjunto de ações do STF para apurar articulações antidemocráticas supostamente lideradas por figuras do alto escalão do governo anterior, com o objetivo de contestar o resultado das urnas e fragilizar instituições democráticas.
A defesa de Bolsonaro sustenta que ele apenas exerceu seu direito à crítica e nega qualquer envolvimento em tramas golpistas. O STF ainda não tem prazo definido para a conclusão da fase de interrogatórios.
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