O Brasil avançou na autorização para exportação de grãos secos de destilaria (DDG/DDGS) ao Chile. A liberação foi concluída após negociações sanitárias e comerciais conduzidas pelo governo brasileiro, abrindo espaço para o envio de um insumo destinado a nutrição animal.
O DDG, subproduto da produção de etanol de milho, é amplamente utilizado na formulação de ração para aves, suínos e bovinos, devido ao seu alto teor de proteína e energia. O MAPA (Ministério da Agricultura e Pecuária) destacou que a abertura do mercado chileno tende a fortalecer a cadeia do milho e do etanol no Brasil, além de ampliar as oportunidades para a indústria de coprodutos.
O Chile já é um parceiro relevante do agronegócio brasileiro. Em 2025, o país importou mais de US$ 2,2 bilhões em produtos agropecuários do Brasil, com destaque para carnes, derivados florestais e itens do complexo soja. A inclusão do DDG na pauta exportadora pode diversificar ainda mais esse fluxo comercial.
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Nos últimos anos, o DDG brasileiro vem ganhando espaço no comércio internacional, impulsionado pela expansão das usinas de etanol de milho, principalmente no Centro-Oeste. Além do Chile, o produto já conquistou acesso a mercados na Ásia e nas Américas, com embarques destinados a países como Vietnã, Tailândia e Indonésia, onde há forte demanda por insumos para ração animal.
A abertura de novos destinos ocorre em um contexto de crescimento da produção nacional de etanol de milho e seus derivados. Com maior oferta de DDG, o Brasil busca consolidar-se como fornecedor competitivo globalmente, aproveitando custos de produção e a proximidade com mercados emergentes.
No acumulado do primeiro bimestre de 2026, o Brasil exportou 255,5 mil toneladas de DDG/DDGS, com destaque para destinos como Turquia, China, Vietnã, Espanha e Nova Zelândia, que lideram as compras do produto brasileiro.
O principal marco do período ocorreu em fevereiro, quando o Brasil realizou o primeiro embarque de DDG para a China desde a abertura oficial do mercado, em maio de 2025. A operação, concluída no dia 14, totalizou 62,2 mil toneladas e foi realizada pelo Porto de Imbituba, em Santa Catarina.
Na avaliação da Scot Consultoria, a nova frente de exportação tende a reduzir a pressão de oferta no mercado interno, ao aumentar a liquidez das vendas e diversificar os destinos do produto. Além disso, a demanda chinesa reforça o papel do DDG/DDGS como alternativa competitiva na nutrição animal global, especialmente em um cenário de busca por eficiência e previsibilidade nas dietas.
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