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Quinta-feira, 02 de Julho de 2026

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Brasil precisa de stablecoin lastreada em real, diz CEO da Crown à CNN

Para John Delaney, uso de criptomoedas será necessário para operações internacionais como, por exemplo, aquelas efetuadas por agentes de IA

Estadão Rondônia
Por Estadão Rondônia
Brasil precisa de stablecoin lastreada em real, diz CEO da Crown à CNN
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O co-fundador e CEO da Crown, John Delaney, afirma que os cada vez mais populares pagamentos agênticos – ordens de compra e venda por agentes de inteligência artificial – não conseguem operar com todas as variáveis que envolvem o uso de uma moeda fiduciária e necessitam operar com criptomoedas.

Durante entrevista ao Capital Insights, programa feito em parceria da Broadcast com o CNN Money, ele defende que o Brasil tenha pelo menos um desses ativos – mais especificamente uma stablecoin, lastrada em real.

“O Brasil é um país pouco dolarizado e o real atrai o interesse dos estrangeiros”, diz, relacionando isso, em grande parte, às altas taxas de juros.

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A diferença entre uma stablecoin e outros tipos de criptomoedas é, como diz o próprio nome, a busca por maior estabilidade nas cotações. Para isso, boa parte das stablecoins é criada com lastro em algum outro ativo seguro, em geral, a moeda fiduciária de algum país.

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As duas maiores no mundo atualmente são lastreadas em dólar – a USDT e a USDC – e já são usadas por diversas empresas, incluindo a Visa, que liquida parte das suas operações em stablecoins.

Criadora da BRLV, uma stablecoin lastreada no real e garantida por títulos do Tesouro brasileiro, principalmente LFTs de curto prazo, a Crown é uma fintech de infraestrutura focada no mercado de criptoativos e finanças descentralizadas (DeFi). Atualmente está em processo de licenciamento no Banco Central do Brasil como Prestadora de Serviços de Ativos Virtuais (PSAV), o que atende a uma exigência da regulação brasileira para o setor.

O seu foco é atuar junto a pessoas jurídicas que têm algum tipo de atuação ou relacionamento de negócios com o exterior. Para esses clientes, o uso de uma stablecoin permite operações instantâneas, impossíveis no sistema de pagamentos tradicional. A Crown é também uma operadora de câmbio autorizada a operar pelo Banco Central.

Como a qualidade principal das stablecoins é a liquidação instantânea 24×7, somada à segurança, Delaney admite que internamente, o Pix rouba atratividade das stablecoins. Mas não vislumbra o Pix atuando internacionalmente.

“É como uma intranet e a internet. O Pix é uma intranet, entre bancos e não consegue conectar o Brasil com o resto do mundo. Uma stablecoin atua na internet, globalmente”, compara.

Na avaliação do CEO da Crown, a regulação do Banco Central para os criptoativos e instituições que atuam no segmento – que está em fase de implantação e aperfeiçoamento – irá tirar alguns players do sistema. Além disso, permitirá que a autoridade monetária tenha uma maior visibilidade das transações com esse tipo de ativo.

FONTE/CRÉDITOS: beatrizoliveira
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