Astrônomos registraram um dos exemplos mais impressionantes já vistos no espaço após observarem a presença de um buraco negro “renascido” após 100 milhões de anos em inatividade em uma cena comparada à erupção de um “vulcão cósmico”.
Segundo o estudo publicado na revista científica Monthly Notices of the Royal Astronomical Society, o fenômeno foi observado no centro da galáxia J1007+3540.
As imagens foram obtidas com dois radiotelescópios de alta sensibilidade: o LOFAR (Low Frequency Array), na Holanda, e o uGMRT (Giant Metrewave Radio Telescope), na Índia.
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Esses registros raros são importantes pois ajudam os cientistas a entenderem: com que frequência buracos negros alternam entre fases ativas e silenciosas; como jatos de plasma evoluem ao longo de milhões de anos, e; como o ambiente de um aglomerado de galáxias pode moldar e distorcer uma galáxia inteira.
Segundo os pesquisadores, o estudo mostra que “a evolução das galáxias não é um processo calmo, mas sim uma disputa entre a força explosiva dos buracos negros e a pressão do ambiente ao redor”.
GALERIA – Veja descobertas astronômicas de 2026
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1 de 12Descobertas de 2026 - (1): Astrônomos do Observatório Europeu do Sul identificaram uma "onda de choque" em torno de uma estrela morta. O fenômeno foi formado a partir de uma colisão entre o gás e a poeira ejetados pela estrela morta RXJ0528+2838, e foi identificado com auxílio do VLT (Very Large Telescope) • ESO/K. Iłkiewicz and S. Scaringi et al. Background: PanSTARRS
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2 de 12Descobertas de 2026 - (2): A lua Europa, de Júpiter, está na lista restrita de lugares do nosso Sistema Solar considerados promissores na busca por vida além da Terra, com um grande oceano subterrâneo que se acredita estar escondido sob uma camada externa de gelo. No entanto, novas pesquisas estão levantando dúvidas. Após modelar as condições de Europa, os pesquisadores concluíram que seu assoalho rochoso provavelmente é mecanicamente forte demais para permitir esse tipo de atividade. • Nasa/JPL-Caltech/SETI Institute
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3 de 12Descobertas de 2026 - (3): O vento solar, em combinação com o campo magnético da Terra, tem transportado partículas da atmosfera do nosso planeta para a superfície da Lua há bilhões de anos, revela pesquisa da Universidade de Rochester • Shubhonkar Paramanick/Universidade de Rochester
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4 de 12Descobertas de 2026 - (4): Astrônomos podem ter descoberto um tipo de objeto até então desconhecido, apelidado de "Cloud-9", que pode lançar luz sobre a matéria escura. Pesquisa publicada no periódico The Astrophysical Journal Letters mostra que Cloud-9 é uma nuvem de matéria escura que pode ser um remanescente da formação de galáxias nos primórdios do universo • NASA/ESA/VLA/Gagandeep Anand/Alejandro Benitez-Llambay/Joseph DePasquale
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5 de 12Descobertas de 2026 (5) - Um objeto vindo do espaço chocou-se com a Terra há cerca de seis milhões de anos, espalhando fragmentos pelo Brasil. Somente agora, em 2026, a ciência conseguiu confirmar o evento, que deu origem a pedaços de vidro conhecidos como tectitos. • Álvaro Cóstra/Unicamp
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6 de 12Descobertas de 2026 (6) - Observações realizadas peloTelescópio Espacial James Webb identificaram centenas de pequenos objetos avermelhados em imagens profundas do Universo primitivo. Um estudo liderado por Rusakov et al., publicado na revista Nature em janeiro, apresentou uma nova interpretação para esses objetos. De acordo com os autores, os LRDs correspondem a buracos negros em fase inicial de crescimento • Reprodução NASA, ESA, CSA, STScI, JWST; Dale Kocevski (Colby College)
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7 de 12Descobertas de 2026 (7) - Os astrônomos há muito tempo buscam indícios de que uma estrela companheira oculta se encontra fora de vista perto da supergigante vermelha Betelgeuse. Agora, eles descobriram uma nova evidência: um rastro semelhante ao deixado por um barco, atravessando a atmosfera superior de Betelgeuse, provavelmente formado pela companheira invisível • Elizabeth Wheatley/ESA/NASA
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8 de 12Descobertas de 2026 (8) - Uma equipe internacional de astrônomos revelou a descoberta de uma estrutura inédita de ferro ionizado no interior da Nebulosa do Anel. Os cientistas detectaram a "barra" estreita que emite luz especificamente através de átomos de ferro • Telescópio Espacial James Webb
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9 de 12Descobertas de 2026 (9) - Uma equipe de astrônomos, com o auxílio do ALMA (Atacama Large Millimeter Array), um rádio-observatório que fica no Chile, conseguiu registrar em alta resolução 24 discos de detrito em torno de estrelas. Os anéis fotografados fazem parte da Cintura de Kuiper, que fica no mesmo Sistema Solar da Terra, depois de Netuno. • Divulgação/ESO
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10 de 12Descobertas de 2026 (10) - Astrônomos registraram um dos exemplos mais impressionantes já vistos no espaço após observarem a presença de um buraco negro “renascido” após 100 milhões de anos em inatividade em uma cena comparada à erupção de um “vulcão cósmico”. Segundo o estudo publicado na revista científica Monthly Notices of the Royal Astronomical Society, o fenômeno foi observado no centro da galáxia J1007+3540 • LOFAR/Pan-STARRS/S. Kumari et al.
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11 de 12Descobertas de 2026 (11) - Conceito artístico do exoplaneta candidato HD 137010 b, apelidado de "Terra fria" por ser um possível planeta rochoso ligeiramente maior que a Terra, orbitando uma estrela semelhante ao Sol a cerca de 146 anos-luz de distância • NASA/JPL-Caltech/Keith Miller (Caltech/IPAC)
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12 de 12Descobertas de 2026 (12) - Uma molécula de 13 átomos contendo enxofre (como pode ser visto nesta ilustração) foi descoberta no espaço interestelar pela primeira vez. Os pesquisadores consideram a descoberta um "elo perdido" na compreensão das origens cósmicas da química da vida. • Divulgação/ MPE/NASA/JPL-Caltech
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A equipe agora pretende realizar observações ainda mais detalhadas para acompanhar como os jatos recém-reativados se espalham por esse cenário turbulento do espaço.
A pesquisa foi conduzida por Kumari e coautores Dr. Sabyasachi Pal, do Midnapore City College, Dr. Surajit Paul, professor associado do Manipal Centre for Natural Sciences na Índia, e Dr. Marek Jamrozy, da Universidade Jaguelônica na Polônia.
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“Motor” que liga e desliga
A maioria das galáxias abriga buracos negros supermassivos, mas apenas algumas produzem enormes jatos visíveis em ondas de rádio. O que torna a J1007+3540 especial é que ela mostra sinais claros de múltiplas fases em atividade. É como se o “motor” central tivesse ligado, desligado e voltado a funcionar várias vezes ao longo de eras silenciosas.
As imagens registradas de rádio revelam um jato interno compacto e brilhante, o que é considerado o principal sinal de que o buraco negro voltou à ativa recentemente. Ao redor dele, os cientistas identificaram um “casulo” de plasma antigo, que são restos de erupções passadas, agora distorcido e comprimido pelo ambiente ao redor.
É como assistir a um vulcão cósmico entrar em erupção novamente após eras de calma
pesquisadora Shobha Kumari, do Midnapore City College, na Índia.
As mesmas imagens com rótulos mostrando o lobo norte comprimido, a assinatura curva de retorno do plasma e o jato interno do buraco negro. • LOFAR/Pan-STARRS/S. Kumari et al.
O que é a galáxia J1007+3540?
A galáxia J1007+3540 está localizada dentro de um enorme aglomerado de galáxias, repleto de gás extremamente quente. Esse ambiente cria uma pressão externa muito intensa, que interfere diretamente na forma em que os jatos revividos se projetam externamente.
De acordo com os pesquisadores, o lobo norte da galáxia aparece fortemente comprimido e distorcido, como se o plasma estivesse sendo empurrado lateralmente. Já uma longa cauda de emissão tênue se estende para sudoeste, indicando que o material está sendo arrastado pelo ambiente do aglomerado há milhões de anos.
Além disso, parte dessa região apresenta um espectro de rádio ultra-íngreme, o que mostra que as partículas são muito antigas e já perderam grande parte de sua energia.
*Sob supervisão de AR.
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