Capitão da seleção brasileira e do PSG, Marquinhos elegeu quais devem ser os maiores adversários das seleções na Copa do Mundo de 2026, nos Estados Unidos, Canadá e México: o calor e o desgaste físico do fim da temporada.
O zagueiro já tem experiência atuando nessas condições. No ano passado, esteve com o time francês na Copa do Mundo de Clubes – o time foi vice-campeão, e perdeu a final para o Chelsea, por 3 a 0.
Leia mais
-
Brasil fica fora do top 5 de seleções mais valiosas da Copa; veja ranking
-
Em qual país o Brasil ganhou seu primeiro título da Copa do Mundo? Relembre
-
Saiba quantos jogadores vão estrear em Copas do Mundo na edição de 2026
“O calor, o cansaço e o desgaste foram fatores importantes, principalmente para quem chegou até a final. Uma final jogada a tarde, em um calor absurdo. Fatores que influenciaram nos resultados e no jogo. E foi uma experiência importante que tive, coisas que acontecem quanto aos treinos, preparação, cuidados que tivemos e funcionaram, para que a gente possa reunir as melhores condições”, disse, em entrevista coletiva nesta quarta-feira (3).
O calor é de fato uma das maiores preocupações durante o evento. Nos últimos meses, especialistas vem alertando sobre a probabilidade de temperaturas perigosas para atletas e para torcedores durante a competição.
Uma análise do grupo de pesquisa climática World Weather Attribution concluiu que cerca de um quarto das 104 partidas do torneio ampliado, que será disputado nos Estados Unidos, México e Canadá, deve ocorrer em condições acima dos limites de segurança recomendados pela FIFPRO. O índice representa quase o dobro do risco registrado na Copa do Mundo de 1994, realizada nos Estados Unidos.
Marquinhos pontua como a estratégia montada pela equipe técnica pode ser importante diante desse cenário tão adverso. “O time que começa marcando, com resultado na frente, tem vantagem”, explica.
“Correr atrás do resultado com calor, com sol, é um desgaste ainda maior. Minha experiência na Copa do Mundo de Clubes, o que tenho tentado conversar com companheiros e com a comissão e o staff, é de que é importante começar os jogos bem. Focados. Nos jogos contra Real Madrid e Chelsea, quem saiu ganhando teve vantagem. Correr atrás é muito difícil”, completa.
No jogo contra o Real Madrid, o PSG abriu o placar aos seis minutos e ampliou aos nove. O jogo acabou 4 a 0 para o time francês. Na final, Cole Palmer marcou para o Chelsea aos 22 minutos, e os ingleses ficaram com o título ao vencer por 3 a 0.
Seleção de 2026 x anteriores
Questionado na entrevista coletiva sobre os diferenciais deste time em comparação aos que disputaram os últimos mundiais, Marquinhos evitou comparações, e disse que não há uma receita que garanta o sucesso.
“Acho que o futebol vem mostrando cada vez mais que não existe uma fórmula secreta de sucesso, há muitas filosofias, caminhos que a gente pode chegar a esse sucesso, e o futebol vem mostrando que é um jogo coletivo. Onde a gente precisa de todos os jogadores, de todos os atletas, de estarem bem fisicamente, mentalmente, acho que isso que a gente vem focando e se preparando”, disse.
“Vejo muito também algumas reportagens, declarações, de antigos campeões e que fizeram parte de ciclos que não conseguiram ganhar e depois fizeram parte de ciclos que foram campeões na frente. Acho que isso pode ser positivo, ter jogadores que viveram esses momentos ruins e trazer essa experiência e motivação para os que estão vivendo uma Copa pela primeira vez”, completou.
Com a 10 para Neymar, Seleção Brasileira divulga numeração para Copa 2026
Comentários: