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Quinta-feira, 10 de Setembro de 2026

Social

Capacitação para Famílias Voluntárias do Serviço Família Acolhedora é Iniciada pela Prefeitura

Treinamento que começou na terça-feira (8) vai até sexta-feira (11)

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Por Estadão Rondônia
Capacitação para Famílias Voluntárias do Serviço Família Acolhedora é Iniciada pela Prefeitura
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Treinamento que começou na terça-feira (8) vai até sexta-feira (11)

Com a coordenação do Departamento de Proteção Social Especial (DPSE) da Secretaria Municipal de Inclusão e Assistência Social (Semias), a Prefeitura de Porto Velho deu início, na terça-feira (8), à capacitação de famílias voluntárias para o Serviço Família Acolhedora. O evento, realizado no auditório do Sest/Senat, começou às 19h e prossegue até a sexta-feira (11), com 53 famílias voluntárias já inscritas para essa formação.

A formação para se tornar uma família acolhedora visa preparar pessoas dispostas a acolher temporariamente crianças ou adolescentes que se encontram em situação de vulnerabilidade social, separados de suas famílias biológicas por decisão judicial.

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Na abertura da capacitação, estavam presentes o desembargador Isaias Fonseca Moraes, coordenador da Infância, Juventude e da Pessoa Idosa (CIJPI) do TJRO; o defensor público Daniel Mendes Carvalho, que coordena o Núcleo de Promoção e Defesa da Criança, do Adolescente, do Idoso e da Pessoa com Deficiência (Nueca IPCD) da DPE-RO; o secretário da Semias, Paulo Afonso; a secretária adjunta, Tércia Marília; a diretora de Proteção Social Especial, Poliana Miranda; e a diretora de Inclusão da Semias, Lidiane Silva.

Poliana Colares de Oliveira, de 41 anos, residente no bairro Socialista, é casada e mãe de duas filhas, de 25 e 24 anos, além de ser avó de quatro netos. Através de um vídeo nas redes sociais com o prefeito Léo Moraes, ela conheceu o Serviço Família Acolhedora, e também tem uma amiga que já atuou como família acolhedora. Ela se inscreveu e começou a capacitação entusiasmada para se tornar uma família acolhedora.

“Realmente gosto de crianças. Além disso, por uma questão de solidariedade humana, resolvi ser Família Acolhedora. É um serviço de amor ao próximo”, declarou Poliana Oliveira.

“O Família Acolhedora eu reputo como um dos principais serviços sociais que o município pode prestar para uma criança ou um adolescente. As crianças e adolescentes que estão acolhidos em instituições saem dessas unidades e são acolhidos por uma família, onde vão receber aconchego, carinho e amor numa convivência familiar. Os juízes aplicam a lei buscando sempre a proteção da criança e do adolescente, só que a lei é fria, ela não consegue dar um acolhimento, um abraço, o carinho que uma criança precisa e recebe num lar, com a referência de uma família. Para a criança, é um processo muito marcante de acolhimento e aceitação que a sociedade está dando para ela. Para mim, o Serviço Família Acolhedora é um dos basilares da assistência social do município”, afirmou o desembargador Isaias Fonseca Moraes, coordenador da Infância, Juventude e da Pessoa Idosa (CIJPI) do TJRO.

O secretário municipal de Inclusão e Assistência Social, Paulo Afonso, ressaltou a relevância do treinamento para as famílias que se interessam pelo Serviço Família Acolhedora, enfatizando que a proteção de crianças e adolescentes é uma responsabilidade coletiva e uma prioridade para a gestão. Ele também parabenizou a coordenadora Sefra Barros e toda a equipe pelo comprometimento com esse trabalho, dando as boas-vindas às famílias e destacando que o acolhimento familiar representa amor, cuidado e pertencimento, elementos essenciais para oferecer um lar e esperança aos que mais necessitam.

“Obrigado por terem aceitado o nosso convite. Sintam-se acolhidos e abraçados. Em meu nome e em nome do prefeito Léo Moraes, agradeço a todos vocês que somam com o município nesse projeto”, expressou o secretário.

A coordenadora do Serviço Família Acolhedora e presidente do Conselho Municipal dos Direitos da Criança e do Adolescente (CMDCA), Sefra Barros, destacou a importância da participação das famílias para fortalecer a rede de proteção à infância e à adolescência.

“Cada família que se dispõe a acolher assume um compromisso de cuidado, proteção e afeto com uma criança ou adolescente que, naquele momento, precisa de um ambiente seguro. Esta capacitação é fundamental para preparar essas famílias e mostrar que o acolhimento é um ato de responsabilidade, solidariedade e amor, sempre respeitando a história e os direitos de cada criança.”

FAMÍLIA ACOLHEDORA

O Serviço Família Acolhedora é uma política pública de proteção à infância e adolescência que busca garantir um ambiente seguro, acolhedor e temporário para crianças e adolescentes afastados de suas famílias biológicas por situações como violência, negligência ou outras vulnerabilidades sociais.

Conforme o prefeito Léo Moraes, o fortalecimento do serviço demonstra o compromisso da gestão com o cuidado e a proteção da infância.

“Quando uma família abre as portas do seu lar para acolher uma criança, ela oferece mais do que abrigo: oferece amor, segurança e esperança. Nosso compromisso é fortalecer essa rede de cuidado e garantir todo o suporte necessário para essas famílias”, frisou o prefeito.

Diferente do acolhimento institucional, realizado em abrigos ou casas de acolhimento, o serviço permite que essas crianças sejam recebidas em um ambiente familiar, com cuidados individualizados e uma convivência mais próxima e afetiva.

As famílias acolhedoras são voluntárias, cadastradas e capacitadas pelos órgãos de assistência social para receber temporariamente essas crianças e adolescentes, provendo cuidado e proteção até que a situação familiar seja resolvida ou até que uma alternativa permanente, como reintegração familiar ou adoção, seja definida.

Mais informações estão disponíveis no site do serviço: familia-acolhedora.portovelho.ro.gov.br

FONTE/CRÉDITOS: Texto: Adaides Batista · Fotos: Semias · Secretaria Municipal de Comunicação (Secom)
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