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Segunda-feira, 01 de Junho de 2026

Política

CCJ aprova projeto que criminaliza uso e posse de drones para atividades ilícitas

Proposta prevê penas de até 12 anos de prisão para quem empregar drones em ações criminosas, como lançamento de explosivos ou transporte de armas

Estadão Rondônia
Por Estadão Rondônia
CCJ aprova projeto que criminaliza uso e posse de drones para atividades ilícitas
Palácio do Congresso Nacional, em Brasília • Carlos Moura/Agência Senado
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A Comissão de Constituição e Justiça (CCJ) da Câmara dos Deputados aprovou, nesta quinta-feira (6), um projeto de lei que tipifica o crime de posse e uso de drones com finalidade criminosa. A proposta busca corrigir uma lacuna na legislação brasileira, diante do crescente uso desses equipamentos por facções e milícias

De acordo com o texto, a posse de drone com fins relacionados ao crime organizado, associação criminosa ou milícia poderá ser punida com pena de 2 a 6 anos de reclusão, além de multa. Nos casos em que o equipamento for utilizado para disparar armas de fogo ou lançar explosivos, a punição será mais severa, variando de 5 a 12 anos de prisão, também acompanhada de multa.

O projeto ganhou destaque após a divulgação de vídeos mostrando criminosos usando drones para lançar bombas durante uma megaoperação policial no Complexo da Penha, no Rio de Janeiro, no mês passado.

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A proposta é de autoria do deputado Sargento Portugal (Podemos-RJ) e teve Carlos Jordy (PL-RJ) como relator na CCJ. Antes da análise na comissão, o texto já havia sido aprovado pela Comissão de Segurança Pública e Combate ao Crime Organizado, e agora seguirá para votação no plenário da Câmara.

Em seu relatório, Jordy ressaltou que o uso de drones tem se tornado uma ferramenta de apoio logístico para o crime:

“Cada vez mais, esta tecnologia tem sido utilizada por organizações criminosas e milícias para realizar ações ilícitas, como monitoramento de operações policiais, transporte de drogas, armas e celulares em áreas prisionais, ataques com artefatos explosivos e vigilância de territórios dominados por facções”, destacou o deputado.

FONTE/CRÉDITOS: CNN Brasil
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