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Quinta-feira, 16 de Abril de 2026

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CEO do Grupo Fictor está entre alvos de operação contra fraude na Caixa

Ação da PF mira fraudes de até R$ 500 milhões na Caixa Econômica Federal; grupo liderado por Rafael Góis tentou comprar o Banco Master

Estadão Rondônia
Por Estadão Rondônia
CEO do Grupo Fictor está entre alvos de operação contra fraude na Caixa
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O CEO do Grupo Fictor, Rafael Góis, é um dos alvos da operação deflagrada pela PF (Polícia Federal), na manhã desta quarta-feira (25), contra uma organização criminosa especializada em fraudes bancárias na Caixa Econômica Federal. Os prejuízos podem passar de R$ 500 milhões.

Segundo apuração da CNN Brasil, o empresário é alvo de mandado de busca. A reportagem tenta contato com a defesa de Góis.

A investigação da PF teve início em 2024, quando foram identificados indícios de um esquema estruturado de obtenção de vantagens ilícitas. O grupo cooptava funcionários de instituições financeiras e utilizava empresas, inclusive vinculadas a um grupo econômico específico, para a movimentação de valores e ocultação de recursos ilícitos.

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São cumpridos 43 mandados de busca e apreensão e 21 mandados de prisão preventiva, expedidos pela Justiça Federal de São Paulo, em cidades dos estados de São Paulo, Rio de Janeiro e Bahia.

A Justiça também determinou o bloqueio e o sequestro de bens imóveis, veículos e ativos financeiros até o limite de R$ 47 milhões, com o objetivo de descapitalizar a organização criminosa. A PF também investiga os crimes de estelionato e lavagem de dinheiro.

Foram ainda autorizadas medidas cautelares para o rastreamento de ativos financeiros, incluindo a quebra de sigilo bancário e fiscal de 33 pessoas e 172 empresas.

Segundo a investigação, a organização utilizava empresas de fachada e estruturas empresariais para esconder a origem dos recursos ilícitos. Funcionários de instituições financeiras inseriam dados falsos nos sistemas bancários para viabilizar saques e transferências indevidas. Posteriormente, os valores eram convertidos em bens de luxo e criptoativos para dificultar o rastreamento.

Os investigados poderão responder pelos crimes de organização criminosa, estelionato qualificado, lavagem de dinheiro, gestão fraudulenta, corrupção ativa e passiva e crimes contra o sistema financeiro nacional. As penas somadas podem ultrapassar 50 anos de prisão.

FONTE/CRÉDITOS: carolinagomes
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