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Segunda-feira, 01 de Junho de 2026

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China cria novas regras para compra de produtos agropecuários

Com o fim da renovação automática para proteína animal e maior rigor digital no sistema CIFER, novas regras alfandegárias chinesas impõem uma auditoria contínua aos frigoríficos brasileiros.

Estadão Rondônia
Por Estadão Rondônia
China cria novas regras para compra de produtos agropecuários
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Passou a vigorar a partir desta segunda-feira (1º de junho) novas regras da GACC, a Administração Geral das Alfândegas da China. O novo Decreto nº 280, substitui o de nº 248, e altera as regras de registro para empresas estrangeiras que exportam alimentos para o país asiático.

A medida também reformula o funcionamento da plataforma digital CIFER (China Import Food Enterprises Registration) e altera a lista de produtos controlados.

Algumas commodities, e produtos agrícolas básicos, não precisarão mais passar por um processo burocrático de registro na China. Vão para um sistema de quarentena fitossanitária diferente: vegetais frescos e feijões secos, sementes de oleaginosas, grãos de café e de cacau não torrados.

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Também foi criada uma lista de produtos classificados como de “risco e alto risco”.  Esses vão exigir uma recomendação oficial das autoridades competentes do país de origem antes que a administração alfandegária conceda o registro.

São 17 categorias:

Carne e produtos à base de carne
Tripas
Ninhos de pássaro e derivados
Produtos apícolas
Ovos e ovoprodutos
Produtos lácteos
Produtos aquáticos (pescado e produtos da pesca com exceção dos animais aquáticos vivos)
Óleos e Gorduras comestíveis
Produtos de trigo recheados
Cereais comestíveis
Produtos da Indústria da moagem de grão e malte
Vegetais desidratados
Condimentos em pó
Nozes e sementes
Frutos secos
Alimentos com finalidades dietéticas
Alimentos saudáveis

A maioria dos registros passa por renovação automaticamente, a cada 5 anos, sem burocracia. Exceto para as carnes bovina, suína, aves e seus produtos que permanecem com a renovação manual ativa. A China ampliou o prazo para o setor solicitar a renovação, de até 6 meses para até 12 meses antes do vencimento. Na prática amplia o tempo, mas também exige mais planejamento.

Para analistas de mercado deixar as carnes fora da renovação automática e dentro de produtos de “alto risco” sinaliza que a China quer mais controle e rastreabilidade.

FONTE/CRÉDITOS: julianacamargo
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