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Segunda-feira, 08 de Junho de 2026

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CMU entra no setor de mobilidade elétrica e prevê 100 eletropostos até 2027

Por meio da subsidiária Watton, grupo mineiro planeja instalar cerca de 100 eletropostos até 2027 e mira também a eletrificação de frotas de logística e entregas 

Estadão Rondônia
Por Estadão Rondônia
CMU entra no setor de mobilidade elétrica e prevê 100 eletropostos até 2027
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O Grupo CMU Energia decidiu ampliar sua atuação no setor elétrico e ingressar no mercado de mobilidade elétrica por meio da criação da Watton, empresa que nasce com planos de instalar infraestrutura de recarga para veículos elétricos em Minas Gerais.

A companhia projeta investimentos iniciais entre R$ 7 milhões e R$ 10 milhões nos primeiros 18 meses de operação, valor que poderá alcançar R$ 70 milhões no longo prazo, à medida que o mercado evoluir.

A estratégia da operação será sustentada pela própria CMU Energia, que atuará no fornecimento de energia por meio de geração distribuída e do mercado livre de energia. A aposta ocorre em um momento de crescimento da frota de veículos elétricos no país e de expansão da demanda por infraestrutura de recarga, especialmente fora dos grandes centros urbanos.

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Segundo o CEO da CMU Energia, Walter Froes, a Watton adotará um modelo de negócios voltado ao segmento corporativo (B2B), no qual a empresa realiza integralmente os investimentos em engenharia, infraestrutura e equipamentos para instalação dos carregadores em locais de parceiros, como postos de combustíveis, supermercados e centros comerciais. Em contrapartida, os proprietários dos imóveis recebem uma participação sobre o faturamento gerado pelas recargas.

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A operação terá início em Minas Gerais, com foco na Região Metropolitana de Belo Horizonte e na rota para Ouro Preto. A primeira unidade entrou em funcionamento no início de junho.

A companhia pretende concentrar esforços inicialmente em corredores rodoviários, considerados estratégicos para ampliar a confiança dos motoristas na utilização de veículos elétricos em viagens de maior distância.

“Eletroposto em estradas é uma necessidade clara. Já estamos colocando nas principais artérias. O plano é que até o final de 2027 sejam instalados cerca de 100 eletropostos com investimentos da ordem de R$ 10 milhões”, afirmou Fróes em entrevista à CNN.

De acordo com o executivo, Minas Gerais apresenta crescimento da participação dos veículos elétricos, mas a dimensão territorial do estado e a limitada oferta de pontos de recarga ainda representam obstáculos para deslocamentos de longa distância. A empresa já identificou potenciais locais para instalação de equipamentos, principalmente em postos de combustíveis.

“Temos cerca de 50 pontos mapeados. São postos de gasolina e estamos trabalhando em mostrar aos donos as vantagens, já que os clientes vão usar as facilities do estabelecimento, como banheiros, restaurantes e lojas de conveniência, além de uma remuneração”, disse.

Segundo ele, a remuneração oferecida aos parceiros gira em torno de 10% do faturamento obtido com as recargas. “As margens de ganhos na venda de combustíveis são muito pequenas. Podemos até oferecer uma margem melhor”, acrescentou.

Um dos principais desafios para a expansão da rede, segundo Froes, está na capacidade elétrica disponível nos locais escolhidos. Como os postos de combustíveis normalmente possuem baixa demanda de energia, a instalação de carregadores rápidos exige reforços significativos na infraestrutura elétrica. A responsabilidade por garantir a robustez necessária da rede é das distribuidoras locais de energia.

A estratégia da Watton prevê duas frentes de atuação. A primeira envolve carregadores lentos, direcionados a hotéis e condomínios, onde os veículos permanecem estacionados por períodos mais longos. A segunda contempla carregadores rápidos, destinados a hubs urbanos utilizados por motoristas de aplicativo, shopping centers, supermercados e pontos de parada em rodovias.

Além do mercado de veículos de passeio, a empresa pretende atuar na eletrificação de frotas corporativas, com foco especial em operações logísticas e de entregas de última milha, segmento que vem registrando aumento da demanda por soluções de mobilidade de baixo carbono.

FONTE/CRÉDITOS: robsonrodrigues
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