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Sabado, 18 de Julho de 2026

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Cólicas intensas podem ser um alerta; especialistas e Dr. Kalil explicam

Endometriose pode envolver cólicas incapacitantes; ginecologistas e Dr. Kalil detalham sintomas, diagnóstico e motivo pelo qual a doença leva anos para ser identificada

Estadão Rondônia
Por Estadão Rondônia
Cólicas intensas podem ser um alerta; especialistas e Dr. Kalil explicam
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A endometriose é uma doença caracterizada pela presença do endométrio — tecido que normalmente reveste o interior do útero — fora desse órgão. Gabriela Rebelo, cirurgiã ginecológica, e Sérgio Conti Ribeiro, cirurgião robótico e professor doutor do HC-FMUSP (Hospital das Clínicas da Faculdade de Medicina da Universidade de São Paulo), alertam que cólicas incapacitantes não devem ser tratadas como algo normal e podem ser um sinal importante da condição.

Em entrevista ao programa Sinais Vitais, com Dr. Kalil, os especialistas explicaram o que é a doença, seus principais sintomas e como o diagnóstico pode ser feito. Para ilustrar a condição, Sérgio recorreu a uma analogia: “Como se essa sala fosse o útero e revestisse ela inteira com um carpete — tanto no chão quanto no teto, nas paredes. E por algum motivo, esse carpete aparecesse no corredor. Então, o endométrio fora do útero, isso é o que a gente chama de endometriose.”

Sintomas e sinais de alerta

Gabriela destacou que a doença é essencialmente caracterizada por dor pélvica. As pacientes frequentemente relatam dor durante o período menstrual, dor durante a relação sexual e dor fora do ciclo menstrual — denominada dor acíclica. Além disso, sintomas intestinais e urinários também podem estar associados à condição. Segundo os especialistas, cerca de 10% da população feminina apresenta endometriose, o que a torna uma doença bastante prevalente.

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Sérgio Conti Ribeiro reforçou que a dor incapacitante é o principal sinal de alerta. “Quando ela é incapacitante, o ginecologista e a paciente têm que pensar que não é normal ter uma cólica tão forte assim”, afirmou. Ele também apontou que a normalização da dor por familiares — especialmente quando a jovem começa a apresentar cólicas no final da adolescência — contribui para o atraso no diagnóstico. “Essa dor que é incapacitante, que persiste todo mês, precisa ser investigada”, reiterou.

Dor durante a relação sexual também é sinal

Questionada sobre a dor durante a relação sexual, Gabriela Rebelo confirmou que esse sintoma, conhecido como dispareunia, tem alta prevalência entre pacientes com endometriose. “Não é normal ter dor durante a relação sexual”, afirmou a especialista, acrescentando que muitas pacientes relatam dor a depender da posição durante o ato.

Durante o exame físico ginecológico, é possível identificar nodulações próximas ao colo do útero ou redução da mobilidade uterina na pelve.

Como é feito o diagnóstico

Para Gabriela Rebelo, o diagnóstico começa quando a dor deixa de ser normalizada. “A paciente precisa perceber que essa dor que ela está sentindo, na verdade, não é normal, e aí ela procura o atendimento”, explicou.

O médico, por sua vez, deve investigar detalhadamente as características da dor — se ocorre durante ou fora do período menstrual, se está presente na relação sexual e se há sintomas associados ao sistema intestinal ou urinário — para levantar a suspeita de endometriose.

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FONTE/CRÉDITOS: afonsobenites
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