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Sexta-feira, 19 de Junho de 2026

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Colômbia investiga Álvaro Uribe por envolvimento com grupo paramilitar

Investigação inclui dois massacres e o assassinato de um defensor dos direitos humanos

Estadão Rondônia
Por Estadão Rondônia
Colômbia investiga Álvaro Uribe por envolvimento com grupo paramilitar
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O gabinete do Procurador-Geral da Colômbia abriu uma investigação contra o ex-presidente Álvaro Uribe por crimes ligados à criação de um grupo paramilitar, dois massacres e o assassinato de um defensor dos direitos humanos, segundo uma fonte e uma publicação de Uribe nas redes sociais nesta quinta-feira (18).

Uribe, de 73 anos, foi presidente da Colômbia por dois mandatos consecutivos, entre 2002 e 2010.

Uribe foi condenado no ano passado por fraude e suborno em uma longa saga judicial sobre suposta obstrução da justiça, que poderia ter resultado em 12 anos de prisão domiciliar. A decisão foi anulada em apelação, mas agora está sob revisão pelo Supremo Tribunal do país.

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O senador de esquerda Iván Cepeda, que concorre no segundo turno das eleições presidenciais deste domingo (21), é considerado vítima no caso de obstrução da justiça.

Uribe foi o primeiro ex-presidente da Colômbia a ser condenado criminalmente, embora sempre tenha mantido sua inocência, classificando o caso como perseguição política.

O caso gira em torno de alegações de que ele ordenou a um advogado que subornasse paramilitares presos para desacreditar as acusações de que ele teria ligações com essas organizações.

Os paramilitares, financiados por pecuaristas, latifundiários e comerciantes para se protegerem de guerrilheiros de esquerda, são considerados responsáveis ​​por quase metade das mais de 450 mil mortes ocorridas no conflito colombiano entre 1985 e 2018, segundo estimativas de uma comissão da verdade.

No ano passado, o irmão de Uribe foi condenado por crimes ligados aos paramilitares e sentenciado a 25 anos de prisão.

Uma fonte da Procuradoria-Geral da República informou à Reuters que Uribe foi intimado para depor no âmbito da nova investigação e que a data ainda não foi definida.

“Este é um claro caso de pressão política e injustiça”, disse Uribe, alegando ligações entre Cepeda e o procurador que o intimou, e afirmando que seus advogados citaram quatro locais conhecidos de massacres e violência paramilitar sobre os quais ele será interrogado.

Os colombianos irão às urnas no domingo para eleger seu próximo presidente em um segundo turno que colocará Cepeda contra o advogado de direita Abelardo De La Espriella, que tem o apoio de Uribe e prometeu uma postura firme contra os grupos rebeldes.

FONTE/CRÉDITOS: lucasoliveira
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