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Terça-feira, 05 de Maio de 2026

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Como queda de Leicester e Sheffield serve de alerta no futebol brasileiro

Rebaixamento evidencia necessidade de cautela para equipes com a chegada do novo Fair Play Financeiro da CBF

Estadão Rondônia
Por Estadão Rondônia
Como queda de Leicester e Sheffield serve de alerta no futebol brasileiro
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O fim da temporada inglesa está chegando e o surpreendente rebaixamento do Leicester City para a EFL League One, a terceira divisão do futebol inglês, foi confirmado após empate em 2 a 2 com o Hull City, no último dia 21 de abril.

No entanto, apesar da má campanha, o clube, campeão da Premier League há 10 anos, sofreu com deduções de seis pontos após descumprimento das regras de lucro e sustentabilidade do Fair Play Financeiro.

O mesmo aconteceu com o Sheffield Wednesday, que entrou para história como o time mais precoce a ser rebaixado na história do futebol inglês, com 13 rodadas antes do fim da competição.

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Sanções pelo descumprimento das regras do Fair Play Financeiro não são algo incomum no futebol europeu. Na temporada 23-24, o Everton perdeu 10 pontos na Premier League por violar as regras de rentabilidade e sustentabilidade da liga.

A Juventus também enfrentou sanções da Uefa e da Serie A, na temporada 22-23. A Velha Senhora teve 10 pontos retirados na liga italiana e, no ano seguinte, foi removida da Conference League e recebeu uma multa de 20 milhões de euros.

No futebol brasileiro, casos como esse são raros e o caso recente mais emblemático envolveu o Cruzeiro. Em 2020, o clube mineiro foi punido pela Fifa, após o não pagamento de uma dívida com o Al-Wahda, dos Emirados Árabes Unidos, referente a compra do volante Denílson, e iniciou a Série B com menos seis pontos.

CBF apresenta modelo de fair play financeiro durante o Summit CBF Academy | CNN PRIME TIME CBF apresenta modelo de fair play financeiro durante o Summit CBF Academy | CNN PRIME TIME

Apesar disso, a tendência é que as punições fiquem mais presentes no Brasil, principalmente com o novo Fair Play Financeiro.

“O cenário de Leicester e Sheffield Wednesday na Inglaterra serve como um alerta para o futuro do futebol brasileiro. Muitos clubes ainda se apoiam na ideia de que resultados esportivos são necessários para garantir o equilíbrio econômico”, afirma Moises Assayag, sócio-diretor da Channel Associados e especialista em finanças no futebol.

Período de transição do Fair Play no Brasil

Implementado em janeiro de 2026, o Fair Play Financeiro da CBF (Confederação Brasileira de Futebol) está em um período de transição que se estende até 2030. No ano passado, apenas três clubes da Série A seriam aprovados nos critérios do modelo regulatório da CBF: Flamengo, Palmeiras e Juventude.

“Estamos há três anos consecutivos com superávit, resultado de uma gestão baseada em responsabilidade e no nosso próprio modelo de ‘Fair Play Financeiro’.  Com a consolidação oficial do modelo de Fair Play, a tendência é que os clubes avancem para um cenário rigoroso e de segurança, algo que o Juventude já vem colocando em prática”, afirma Fábio Pizzamiglio, presidente da equipe gaúcha.

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No Brasil, o modelo aplicado terá foco em quatro quesitos: controle de dívidas em atrasos dos clubes, equilíbrio financeiro na operação, controle de custos com o elenco e controle das dívidas de curto prazo.

Caso ocorra o descumprimento, os clubes podem sofrer sanções que incluem: advertência pública, multa, retenção de receitas, transfer ban, dedução de pontos, rebaixamento e não concessão ou cassação da licença.

“A introdução do Fair Play Financeiro e da sua agência fiscalizadora são fundamentais para a continuidade do futebol brasileiro. Hoje, a maioria dos clubes enfrenta graves dificuldades financeiras, tanto na Série A quanto na Série B, salvo raras exceções. A inflação salarial se apresenta como a principal causa para a instabilidade econômica dos clubes”, destaca Cristiano Dresch, presidente do Cuiabá.

“A criação e, principalmente, a aplicação efetiva do modelo regulatório da CBF são medidas que trarão benefícios substanciais a médio prazo, podendo, inclusive, evitar uma crise financeira generalizada no futebol brasileiro.”

FONTE/CRÉDITOS: anniefigueiredo
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