As vendas de consórcios de máquinas agrícolas caíram 10,1% no primeiro trimestre de 2026, somando 20,71 mil cotas, ante 23,04 mil no mesmo período de 2025, segundo dados da Abac (Associação brasileira de Administradoras de Consórcio) .
O volume de créditos comercializados também recuou, com queda de 7,2%, passando de R$ 5,11 bilhões para R$ 4,74 bilhões na mesma base de comparação.
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Apesar da retração nas vendas, outros indicadores apresentaram desempenho positivo. O número de participantes ativos cresceu 3,6%, para 461,73 mil consorciados em março.
As contemplações — quando o participante tem acesso ao crédito — avançaram 3,4% no trimestre, para um total 14,43 mil, enquanto o volume de créditos subiu 8,8%, chegando a R$ 3,33 bilhões.
Produtos mais caros
O tíquete médio também registrou alta, de 4,9%, passando de R$ 228,67 mil para R$ 239,92 mil, refletindo o aumento no valor dos equipamentos agrícolas.
O segmento de máquinas agrícolas representa 51% do total de participantes em consórcios de veículos pesados. Segundo a Abac, o desempenho do trimestre ocorre em meio a um cenário de cautela no setor de bens de capital ligados ao agronegócio, influenciado por fatores como custo do crédito e nível de endividamento.
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