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Segunda-feira, 01 de Junho de 2026

Porto Velho

Cooperação internacional: PCC se transforma em multinacional do crime e impõe novo desafio à Polícia Federal.

A facção criminosa se infiltrou em presídios no exterior para recrutar novos integrantes e ampliar suas operações com tráfico de drogas e armas.

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Por Estadão Rondônia
Cooperação internacional: PCC se transforma em multinacional do crime e impõe novo desafio à Polícia Federal.
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PCC já atua em 28 países e impõe desafio global à segurança, alerta diretor da Polícia Federal

A facção criminosa Primeiro Comando da Capital (PCC) consolidou uma ampla rede de atuação internacional, com presença confirmada em 28 países, inclusive na Europa, segundo o diretor-geral da Polícia Federal, Andrei Rodrigues. A declaração foi feita no 13º Fórum de Lisboa, realizado no dia 4 de julho de 2025, em Portugal, e destaca a crescente ameaça global representada pela organização.

De acordo com Rodrigues, o PCC opera em quatro continentes e vem expandindo seus negócios ilícitos por meio de tráfico de drogas, armas e lavagem de dinheiro, além de recrutar novos membros infiltrando-se em presídios no exterior. As informações são baseadas em relatórios compartilhados com embaixadas e autoridades internacionais, e também confirmadas pelo Ministério Público de São Paulo.

🔗 “Precisamos de uma resposta conjunta, com uma cooperação internacional robusta e integrada entre os países afetados”, afirmou o diretor da PF, ao destacar que o combate ao grupo exige articulação global.

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Além das atividades internacionais, o PCC mantém forte atuação no Brasil, especialmente em regiões da Amazônia, onde está envolvido em garimpos ilegais, ocupações de terras públicas e crimes ambientais. Estudos indicam a presença da facção em quase 800 municípios amazônicos.

📍 Em Rondônia, a facção atua há mais de duas décadas, com histórico de motins, chacinas e disputas pelo controle do sistema prisional. Um ponto que tem chamado a atenção das autoridades é a transferência de líderes e suas famílias para o exterior, numa estratégia de internacionalização e fortalecimento da estrutura criminosa.

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