O presidente da Ucrânia, Volodymyr Zelensky, chegou à Cúpula do G7 nesta terça-feira (16), na esperança de impressionar o líder americano Donald Trump com a melhora da situação da Ucrânia na guerra contra a Rússia, enquanto busca maior apoio internacional.
Zelensky foi recebido pelo presidente francês Emmanuel Macron, anfitrião do encontro, que acontece de 15 a 17 de junho na cidade litorânea de Évian-les-Bains.
Trump chegou à França na segunda-feira (15), animado com a conclusão de um acordo preliminar para encerrar o conflito com o Irã, com a assinatura formal prevista para sexta-feira (19).
-
Guerra entre EUA e Irã deve dominar discussões na Cúpula do G7
-
Trump conversa com Putin e Zelensky por telefone e discutem fim da guerra
-
Cúpula do G7: Guerra no Oriente Médio e na Ucrânia devem dominar reunião
O líder americano afirmou que agora se dedicaria ao conflito na Ucrânia, dizendo que tanto Zelensky quanto o presidente russo Putin sinalizaram disposição para chegar a um acordo:
“Tivemos uma conversa muito boa ontem com o presidente Zelensky e o presidente Putin, e acho que talvez possamos fazer algo a respeito. Realmente acho. Acredito que ambos estão abertos a isso.”
Europa e Ucrânia buscam mudar a opinião de Trump
Diplomatas europeus esperam convencer Trump de que as posições anteriores dos EUA sobre os possíveis termos de um acordo eram excessivamente favoráveis a Moscou, principalmente agora que as incursões de drones na Ucrânia colocaram a Rússia na defensiva.
A presidente da Comissão Europeia, Ursula von der Leyen, disse a jornalistas na segunda-feira (15) que a Ucrânia estava ganhando terreno e atingindo alvos em território russo, cuja “economia de guerra nunca esteve tão frágil”.
Zelinsky participou da primeira sessão do dia dedicada à “Construção da paz na Ucrânia” e pode conversar separadamente com Trump. Ele também deveria se reunir individualmente com outros líderes do G7.
Com as negociações paralisadas, Zelensky está pressionando por um novo impulso e um papel mais importante da Europa. Ele afirmou na segunda-feira que se ofereceu para se encontrar com Putin na Cúpula do G7, mas que Putin não estava pronto para negociações de paz.
Líderes europeus também deveriam alertar Trump de que um acordo provisório superficial com o Irã corre o risco de consolidar os programas nucleares e de mísseis balísticos de Teerã.
Macron disse que a prioridade era garantir que haja um “acordo sólido e sério que seja finalizado”.
Ele afirmou que o almoço de trabalho desta terça-feira se concentraria na reabertura segura do Estreito de Ormuz, incluindo uma possível missão marítima liderada por Franco-Britânicos.
Comentários: