O alto custo de se fazer negócios no Brasil tem se tornado um obstáculo crescente para indústrias e empresas nascentes no país. A avaliação é de Hugo Tadeu, diretor do Núcleo de Inovação, Inteligência Artificial e Tecnologias Digitais da Fundação Dom Cabral, em entrevista à CNN.
O especialista comentou sobre os indicadores que chamam atenção no relatório elaborado pela instituição, destacando dois fatores centrais que comprometem a competitividade brasileira — contexto em que o Brasil caiu para o 65º lugar no Ranking Mundial de Competitividade 2026.
Custo de capital como principal entrave
Leia Mais
-
Questões estruturais do Brasil dificultam competitividade, diz especialista
-
Pesquisadora: Inovação é pilar da industrialização da cadeia mineral
-
Indústria brasileira pode perder R$ 9,5 bi com novo tarifaço, diz estudo
Segundo Hugo Tadeu, o primeiro indicador de destaque é o custo de capital. “O custo de se fazer negócios no Brasil é cada vez mais alto e isso tem dificultado não só as indústrias, bem como também aquelas empresas nascentes para elas conseguirem fazer os seus negócios”, afirmou.
Os dados coletados, tanto oficiais quanto empresariais, convergem para essa mesma perspectiva.
O segundo indicador apontado por Tadeu é a formação bruta de capital fixo. Para ele, as indústrias que gostariam de investir cada vez mais, visando ao crescimento, encontram no custo de capital um fator dificultador.
“Atrelado ao custo de capital, elas estão dizendo que isso é um dificultador para o crescimento”, ressaltou.
Comentários: