Brasília — A defesa do ex‑presidente Jair Bolsonaro (PL) apresentou ao Supremo Tribunal Federal (STF) um pedido para que ele seja encaminhado com urgência ao Hospital DF Star, em Brasília, após sofrer uma queda na cela onde cumpre pena. A solicitação foi formalizada ao ministro Alexandre de Moraes, responsável pelo caso.
Queda e avaliação médica
Segundo os advogados, Bolsonaro sofreu uma queda durante a madrugada, bateu a cabeça e apresentou traumatismo cranioencefálico leve, de acordo com o médico particular que o atende. A defesa afirma que, por causa de seu histórico clínico recente, há “risco concreto e imediato à sua saúde” caso ele permaneça apenas sob observação na Superintendência da Polícia Federal, onde está preso.
A Polícia Federal havia informado que, após avaliação inicial, não identificou necessidade urgente de hospitalização, recomendando apenas observação na unidade prisional. Qualquer eventual transferência dependeria de autorização do STF.
Argumentos da defesa
No pedido, os advogados ressaltaram que a combinação da queda com o quadro clínico existente de Bolsonaro — incluindo cirurgias recentes e outros problemas de saúde — justifica atenção médica imediata em hospital, em vez de permanecer sob custódia prisional.
Contexto de saúde recente
Bolsonaro já passou por diversas intervenções médicas desde que foi detido, incluindo cirurgia de hérnia inguinal bilateral e avaliações de outros problemas, como soluços persistentes. Após receber alta, retornou à Superintendência da PF, onde segue cumprindo a pena.
Nos últimos meses, a defesa vinha solicitando autorização do STF para que ele realizasse cirurgias consideradas necessárias e também pleiteou prisão domiciliar humanitária, argumentando que o ambiente prisional poderia agravar sua condição de saúde.
Decisão do STF
Até o momento, o tribunal ainda não se manifestou sobre o pedido de remoção urgente. Caberá ao ministro Alexandre de Moraes avaliar os argumentos da defesa, os laudos médicos e as condições de custódia antes de decidir se autoriza ou não a transferência de Bolsonaro para atendimento hospitalar imediato.
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