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Uma auditoria realizada pelo governo do estado do Rio de Janeiro revelou indícios de desvios que ultrapassam R$ 400 milhões na Caixa de Assistência dos Empregados da Cedae (Cedae Saúde).
O relatório destacou possíveis irregularidades nos pagamentos pelos serviços e indicou o favorecimento a empresas ligadas à antiga diretoria da entidade.
Esse documento será enviado ao Ministério Público estadual (MPRJ) para que a investigação dos acontecimentos seja aprofundada e que medidas judiciais sejam tomadas.
A Cedae Saúde, criada em 1988, é responsável pela assistência de saúde de funcionários ativos, dependentes, aposentados e pensionistas, totalizando 17 mil beneficiários.
A auditoria foi iniciada após a exoneração de Eric Frederik Gualberto, que era o presidente da Cedae Saúde, em junho de 2026. A nova diretoria encontrou que os registros de fornecedores e a contabilidade de dezembro de 2023 a abril de 2026 haviam sido deletados.
No entanto, os auditores conseguiram recuperar esses dados, que indicaram o favorecimento de empresas ligadas à administração anterior. A investigação revelou que quatro empresas associadas a uma offshore conectada a Eric, nas Ilhas Virgens Britânicas, receberam R$ 95 milhões durante sua gestão na Cedae Saúde.
A Diretoria Financeira e de Relações com Investidores da gestão anterior da Cedae realizava repasses mensais para a operação da Cedae Saúde. Contudo, a gestão atual verificou que os valores destinados para a manutenção da entidade estavam muito acima do que era necessário.
A média dos repasses era de R$ 20 milhões por mês para a Cedae Saúde, enquanto atualmente o montante se aproxima de R$ 6 milhões, representando uma diminuição de 70%.
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