O ministro Flávio Dino, do STF (Supremo Tribunal Federal), determinou nesta terça-feira (21) que a Secretaria Judiciária da Corte notifique diretamente estados e municípios que apresentam irregularidades na prestação de contas de “emendas Pix” destinadas a eventos entre 2020 e 2024.
A decisão tem como objetivo dar cumprimento à cobrança de multa diária de 1% sobre o valor das emendas recebidas por entes que omitiram ou deixaram incompletos seus Planos de Trabalho e Relatórios de Gestão no sistema Transferegov.br.
Em março de 2025, Dino havia solicitado esclarecimentos sobre empresas beneficiadas pelo Perse (Programa Emergencial de Retomada do Setor de Eventos) e que também receberam emendas individuais de parlamentares entre 2020 e 2024. Mais de um ano depois, em junho deste ano, o ministro determinou a aplicação da multa diária para estados e municípios que não apresentaram ou não complementaram as informações exigidas na plataforma oficial de transparência.
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Além disso, a AGU (Advocacia-Geral da União) apresentou ao STF um levantamento com os entes federativos que permaneciam em situação irregular mesmo após a determinação da Corte. Segundo o órgão, ainda havia:
- 21 casos de Planos de Ação aprovados sem nenhum Relatório de Gestão iniciado;
- 19 casos com Relatórios de Gestão parciais ou pendentes de finalização;
- 40 casos de Planos em fase de complementação sem nenhum Relatório de Gestão;
- 9 casos de Planos em complementação com Relatórios parciais ou incompletos.
Confira os estados e municípios apontados pela AGU:
Planos de Ação aprovados sem nenhum Relatório de Gestão iniciadoOs planos de ação foram aprovados formalmente, mas os entes não iniciaram ou não apresentaram nenhum Relatório de Gestão referente à execução dos recursos no sistema.
Estados apontados:
- Amapá
- Bahia
- Piauí
Municípios apontados:
- AM: Coari
- ES: Venda Nova do Imigrante
- GO: Lagoa Santa
- MG: Ituiutaba
- PA: Palestina do Pará
- PR: Ribeirão Claro
- RN: Natal, Serra de São Bento e Tenente Laurentino Cruz
- RS: Torres
- SE: Ribeirópolis
- SP: Mairiporã
- TO: Barra do Ouro, Bernardo Sayão, Caseara e Porto Nacional
Os planos foram aprovados e a prestação de contas foi iniciada, mas os relatórios permanecem parciais, pendentes de envio ou sem conclusão formal.
Estados apontados:
- Bahia (Sufotur)
- Goiás (Goiás Turismo)
- Sergipe
Municípios apontados:
- GO: Córrego do Ouro, Pilar de Goiás, Santo Antônio da Barra e Varjão
- MG: Caxambu e Conquista
- MS: Porto Murtinho
- PA: Conceição do Araguaia
- PR: Piraí do Sul e Santa Mariana
- RN: Natal e Riacho da Cruz
- RS: Caxias do Sul e Gramado
- SE: Aracaju
Os planos de trabalho ainda necessitam de correções ou complementações documentais e, paralelamente, os entes não apresentaram nenhum Relatório de Gestão.
Estados apontados:
- Amapá
- Bahia
- Paraíba
Municípios apontados:
- AP: Macapá
- BA: Gandu e Tucano
- ES: Água Doce do Norte
- MA: Magalhães de Almeida
- MG: Ituiutaba, Juiz de Fora e Machacalis
- MT: Chapada dos Guimarães
- PB: Jucati e Pedra Branca
- PE: Capoeiras
- PI: Barra d’Alcântara, Buriti dos Lopes e Tanque do Piauí
- RJ: Nova Friburgo
- RN: Areia Branca, Macau, Natal e Riacho da Cruz
- RO: Urupá
- SC: Bela Vista do Toldo
- SE: Ribeirópolis
- SP: Aparecida
- TO: Lajeado, Palmeirante e Porto Nacional
*Sob supervisão de João Ker
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