Estadão Rondônia - Sua fonte de notícias na cidade de ...

Quarta-feira, 03 de Junho de 2026

Mundo

Eletronuclear propõe ampliar armazenamento de rejeitos em Angra

Propostas foram apresentadas à ANSN e buscam manter operação das usinas enquanto projeto Centena segue sem cronograma

Estadão Rondônia
Por Estadão Rondônia
Eletronuclear propõe ampliar armazenamento de rejeitos em Angra
IMPRIMIR
Espaço para a comunicação de erros nesta postagem
Máximo 600 caracteres.

A Eletronuclear apresentou à ANSN (Autoridade Nacional de Segurança Nuclear) propostas para otimizar e, eventualmente, ampliar a capacidade de armazenamento de rejeitos radioativos de baixo e médio níveis gerados pelas usinas nucleares de Angra dos Reis.

As medidas foram discutidas em reunião realizada nesta terça-feira (2). A Diretoria de Instalações Radiativas e Controle da ANSN avaliará as propostas com base nas regras vigentes.

A agência afirma, ainda, que não será necessária mudança estrutural nas normas, mas que a adoção das soluções exigirá análises de segurança, ajustes operacionais e revisão de procedimentos de licenciamento.

Publicidade

Leia Também:

  • Autoridade Nuclear inicia consulta para possível instalação de reator em SC

    Autoridade Nuclear inicia consulta para possível instalação de reator em SC

  • MPF recomenda que Ibama não renove licença de unidade de urânio na Bahia

    MPF recomenda que Ibama não renove licença de unidade de urânio na Bahia

  • Autoridade nuclear vê espaço para privado no setor com controle estatal

    Autoridade nuclear vê espaço para privado no setor com controle estatal

Atraso no Centena pressiona operações

Segundo a ANSN, as alternativas buscam garantir condições operacionais para o gerenciamento seguro dos rejeitos diante da demora na implantação do Centena (Centro Tecnológico Nuclear e Ambiental), iniciativa sob controle da Cnen (Comissão Nacional de Energia Nuclear).

O projeto, que está sendo discutido há mais de uma década e foi previsto para receber de forma definitiva os rejeitos radioativos, segue sem cronograma definido, sem projeto executivo concluído e sem processo de licenciamento iniciado.

A falta de um local definitivo para o armazenamento de rejeitos radioativos pode obrigar as usinas nucleares Angra 1 e Angra 2, operadas pela Eletronuclear, a interromper suas atividades ainda nos próximos anos.

Atualmente, a empresa mantém os rejeitos em galpões próximos aos reatores. Esses depósitos, conhecidos como CGR (Central de Gerenciamento de Rejeitos), têm capacidade estimada de 3.500 metros cúbicos e devem atingir o limite entre 2030 e 2031.

*Sob supervisão de Robson Rodrigues

FONTE/CRÉDITOS: rafaelapanessa
Comentários:

Crie sua conta e confira as vantagens do Portal

Você pode ler matérias exclusivas, anunciar classificados e muito mais!