O Inep (Instituto Nacional de Estudos e Pesquisas Educacionais Anísio Teixeira) incluiu novas condições de atendimento especializado no edital do Enem (Exame Nacional do Ensino Médio) de 2026.
A partir desta edição, candidatos com diagnóstico de fibromialgia e de transtornos mentais — como crise de ansiedade, TDAH (Transtorno do Déficit de Atenção com Hiperatividade) e TOC (Transtorno Obsessivo-Compulsivo) — passam a ter direito a suporte diferenciado nos dias de aplicação das provas, agendadas para os dias 8 e 15 de novembro.
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Enem mais inclusivo: o que muda em 2026?
A principal novidade para este grupo é a permissão de um acompanhante (como um familiar ou profissional) ou de um cão de apoio emocional.
O acompanhante deverá aguardar em uma sala reservada e monitorada por fiscais, sendo acionado apenas se o participante necessitar de apoio ou estabilização durante o exame.
Como solicitar o benefício
O pedido de atendimento especializado deve ser feito exclusivamente no momento da inscrição, por meio da Página do Participante. Para que a solicitação seja validada e aprovada pelo Inep, é obrigatório o envio de documentação comprobatória, como laudo médico adequado, conforme as regras estabelecidas no edital.
Regras para os acompanhantes e materiais:
- Restrição de acesso: o acompanhante não entra na sala de aplicação das provas e fica restrito ao espaço reservado.
- Segurança: todos os acompanhantes passarão por revista eletrônica com detectores de metais.
- Vistoria: equipamentos permitidos e materiais próprios (como aparelhos auditivos, óculos especiais, medidores de glicose ou cães-guia) serão rigorosamente vistoriados pelo chefe de sala.
Estrutura de apoio e outras condições atendidas
A sala reservada criada pelo Inep também acolherá acompanhantes de lactantes (responsáveis por cuidar do bebê durante o exame) e assistentes de candidatos que necessitem de auxílio específico para alimentação ou ida ao banheiro.
O edital de 2026 mantém o direito ao atendimento especializado já oferecido em anos anteriores para pessoas com:
- Deficiências físicas, visuais (cegueira e baixa visão), auditivas, intelectuais e surdez;
- Dislexia e TEA (Transtorno do Espectro Autista);
- Condições médicas como diabetes (com direito ao uso de bomba de insulina e medidor de glicose);
- Gestantes, lactantes, idosos e estudantes em classe hospitalar.
Demanda por acessibilidade em franca expansão
A ampliação das regras reflete o crescimento expressivo na busca por condições adaptadas no exame. Entre 2022 e 2025, o número de candidatos com atendimento especializado aprovado no Enem saltou de 30.856 para 89.770 — um aumento expressivo de 191%.
Na última edição (2025), o Inep autorizou a utilização de aproximadamente 165 mil recursos de acessibilidade para garantir a realização das provas de mais de 116 mil participantes.
A importância do Enem no cenário educacional
Consolidado como a principal porta de entrada para o ensino superior no Brasil, o Enem avalia o desempenho dos estudantes ao fim da educação básica. Suas notas são utilizadas para o preenchimento de vagas em instituições públicas e privadas por meio de programas federais como o Sisu, Prouni e Fies.
Além de sua função principal no acesso ao ensino superior, o exame desempenha outros dois papéis fundamentais. Desde a edição de 2025, o Enem voltou a servir como mecanismo de certificação de conclusão do ensino médio para candidatos com mais de 18 anos que alcancem a pontuação mínima exigida nas provas objetivas e na redação.
No cenário internacional, os resultados individuais dos estudantes brasileiros também podem ser aproveitados em processos seletivos de instituições de ensino superior em Portugal, graças a convênios firmados diretamente entre as universidades portuguesas e o Inep que facilitam o uso dessas notas.
É possível usar a nota do Enem em universidades no exterior?
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