A Polícia Federal (PF) realizou uma operação de busca e apreensão na residência do ex-presidente da República Jair Bolsonaro (PL) em busca de armas, munições e documentos das armas. O analista de segurança pública Elijonas Maia detalhou os procedimentos adotados pela Polícia Federal durante uma operação desse tipo.
“O que a Polícia Federal quer saber, com essa busca e apreensão determinada pelo Supremo, é se há outras armas, quantas, e onde estão essas armas que estariam em posse ainda no nome do ex-presidente Jair Bolsonaro”, explicou Elijonas durante o Live CNN desta quarta-feira (8).
A operação, determinada pelo Supremo Tribunal Federal (STF), fez uma varredura completa no local, mas nada foi encontrado, segundo informações da defesa de Bolsonaro e de integrantes da própria PF.
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Segundo Elijonas, ao chegar ao local, a equipe de delegado e os agentes da PF apresentam o mandado judicial à pessoa que é alvo da busca.
“A polícia entra quando há uma autorização, porque tem esse mandado essa determinação da justiça”, afirmou. Além dos advogados, é obrigatória a presença de uma testemunha durante toda a operação.
Durante a varredura, os agentes percorrem todos os cômodos, vasculham gavetas e verificam tudo que seja de interesse da investigação e que esteja previsto no mandado de busca e apreensão.
Ao final, é lavrado um auto de apreensão com tudo o que foi encontrado e recolhido, documento que deve ser assinado pelo morador do imóvel, dando ciência de que a busca foi realizada e de que eventuais itens foram levados à Polícia Federal.
Investigação continua em aberto
Apesar de nada ter sido encontrado na residência, Elijonas ressaltou que a investigação não se encerra com o resultado negativo da operação. “Ainda há essa dúvida se outras armas estão em outros locais em nome do ex-presidente Jair Bolsonaro”, afirmou o analista.
De acordo com as informações disponíveis, oito armas já haviam sido entregues pelo Exército à Polícia Federal, e uma outra foi apreendida em uma blitz da Polícia Militar, estando atualmente sob custódia da Polícia Civil do Distrito Federal.
A decisão judicial que embasou a operação ainda está sob sigilo, e maiores detalhes devem ser divulgados quando o sigilo for levantado. O ex-vereador Carlos Bolsonaro, filho de Jair Bolsonaro, reagiu à operação nas redes sociais, classificando a ação como perseguição e injustiça.
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