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Sabado, 29 de Agosto de 2026

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Equador condena ex-presidente em caso de suborno envolvendo hidrelétrica

Lenín Moreno foi investigado sobre a construção da maior usina do país; esposa e filhas também foram condenadas

Estadão Rondônia
Por Estadão Rondônia
Equador condena ex-presidente em caso de suborno envolvendo hidrelétrica
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Um tribunal do Equador condenou o ex-presidente Lenín Moreno nesta sexta-feira (28) em um caso de suborno relacionado à construção da maior usina hidrelétrica do país, informou a Procuradoria-Geral.

A investigação foi iniciada em março de 2023, ligando Moreno, familiares e parceiros de negócios locais e chineses — incluindo o ex-embaixador da China em Quito — a uma suposta rede de corrupção ligada à construção da usina Coca Codo Sinclair, que entrou em operação em 2016 e tem enfrentado problemas técnicos desde então.

“A conduta de Lenín Moreno é compatível com as acusações apresentadas pela promotoria: o crime de suborno atribuído a um funcionário público”, disse o juiz Manuel Cabrera, presidente do tribunal, ao proferir a sentença.

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Sua esposa e sua filha também foram condenadas.

Os promotores haviam solicitado penas superiores a seis anos para Moreno e outros 19 réus. Segundo a Procuradoria-Geral, a Sinohydro pagou aproximadamente US$ 76,1 milhões em subornos entre 2009 e 2018 por meio de contratos de consultoria fraudulentos.

Os investigadores alegaram que os recursos foram repassados, via contas bancárias no exterior e empresas de fachada em paraísos fiscais, para a família e associados de Moreno. A promotoria afirmou que Moreno e seus parentes próximos receberam mais de US$ 1 milhão enquanto ele ocupava o cargo de vice-presidente, entre 2007 e 2013.

Moreno, de 73 anos, tem negado sistematicamente as acusações, sustentando que não teve qualquer envolvimento na assinatura ou na supervisão dos contratos do projeto.

“Um conselho ao promotor: você está procurando no lugar errado. Olhe para aqueles que assinaram os contratos, para aqueles que tinham o hábito de exigir propinas; você está procurando no lugar errado”, disse Moreno durante a audiência.

Moreno, que foi presidente de 2017 a 2021, retornou ao Equador vindo do Paraguai para enfrentar o julgamento.

FONTE/CRÉDITOS: lucasoliveira
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