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Domingo, 27 de Setembro de 2026

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Etíope sofre com cãibras e perde chance de bater recorde mundial em Berlim

Tigst Assefa venceu a maratona na Alemanha, mas não alcançou a marca histórica após perder ritmo nos minutos finais da prova

Estadão Rondônia
Por Estadão Rondônia
Etíope sofre com cãibras e perde chance de bater recorde mundial em Berlim
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A etíope Tigst Assefa estava em ritmo firme para quebrar o recorde mundial, mas sofreu com cãibras nos dois quilômetros finais e perdeu a chance de estabelecer a melhor marca da história da maratona de Berlim, neste domingo (27).

Medalhista de prata na Olimpíada de Paris 2024 e ex-recordista mundial, Assefa ainda terminou a prova na primeira colocação para conquistar seu terceiro título em Berlim. Ela chegou ao km 35 com 20 segundos de vantagem sobre o ritmo do recorde.

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Centenas de milhares de torcedores se espalharam pelas ruas da capital alemã em uma manhã ensolarada para acompanhar a tentativa de Assefa de estabelecer um novo recorde mundial.

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Ela não teve concorrência desde o início. A etíope abriu vantagem e passou pela metade da prova em um ritmo que ainda estava dentro do necessário para superar o recorde mundial.

Assefa perde ritmo nos quilômetros finais

Conhecida por acelerar na segunda metade das maratonas, Assefa inicialmente parecia pronta para superar a marca de 2h09min56s estabelecida pela queniana Ruth Chepngetich no percurso plano e rápido da Maratona de Berlim.

No entanto, quando se preparava para entrar no trecho final, com a linha de chegada à vista, logo depois do Portão de Brandemburgo, a etíope começou a ter dificuldades para manter o ritmo.

Tigist Assefa looked almost certain to break Ruth Chepngetich’s world marathon record of 2:09:56 in Berlin but began limping with a mile to go and struggled home in 2:11:04. pic.twitter.com/mxVjG7Z8nM

— AW (@AthleticsWeekly) September 27, 2026

As cãibras se intensificaram e fizeram com que ela perdesse segundos de vantagem sucessivamente. Mesmo assim, a maratonista se recusou a desistir e continuou avançando, apesar da redução ainda maior de velocidade nos últimos metros.

Assefa conseguiu chegar à linha de chegada em 2h11min04s, caminhando com dificuldade, antes de cair no chão, visivelmente decepcionada.

Etíopes dominam pódio feminino

Bedatu Hirpa terminou na segunda colocação, enquanto Dera Dida ficou em terceiro. As cinco primeiras colocadas da prova feminina foram todas atletas da Etiópia.

Entre os homens, o também etíope Guye Adola venceu a prova com o tempo de 2h02min50s. Gemechu Dida, igualmente da Etiópia, ficou em segundo, enquanto o tanzaniano Gabriel Geay terminou na terceira posição.

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FONTE/CRÉDITOS: leonardocosta
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