O Comando Sul das Forças Armadas dos Estados Unidos disseram, na sexta-feira (8), que atingiram uma embarcação no Pacífico Oriental, matando duas pessoas e deixando um sobrevivente.
Este foi o mais recente ataque desse tipo, que grupos de direitos humanos classificam como “execuções extrajudiciais” e que Washington descreve como direcionado a “narcoterroristas”.
Em publicação no X, os militares dos EUA afirmaram que a embarcação “estava envolvida em operações de tráfico de narcóticos” e divulgaram o vídeo do ataque.
On May 8, at the direction of #SOUTHCOM commander Gen. Francis L. Donovan, Joint Task Force Southern Spear conducted a lethal kinetic strike on a vessel operated by Designated Terrorist Organizations. Intelligence confirmed the vessel was transiting along known narco-trafficking… pic.twitter.com/YFLQNZufRx
— U.S. Southern Command (@Southcom) May 9, 2026
No comunicado, as forças americanas afirmam que “dois narcoterroristas do sexo masculino foram mortos durante esta ação, e um sobreviveu ao ataque. Após o confronto, o USSOUTHCOM notificou imediatamente a Guarda Costeira dos EUA para ativar o sistema de Busca e Salvamento para o sobrevivente. Nenhuma força militar dos EUA foi ferida.”
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Desde o retorno de Donald Trump a presidência dos EUA, o governo americano endureceu o discurso contra os cartéis latino-americanos e começou uma campanha no Mar do Caribe e no Oceano Pacífico, com bombardeios a barcos que estariam envolvidos no tráfico de drogas para o país.
O Southcom é um dos comandos conjuntos unificados do Departamento de Defesa dos EUA, responsável por operações militares, segurança e cooperação na América Central, América do Sul e Caribe.
A Human Rights Watch e a Amnistia Internacional classificam os ataques como “execuções extrajudiciais ilegais”. A ACLU (União Americana pelas Liberdades Civis) classifica as alegações do governo Trump contra aqueles que são seus alvos como “afirmações infundadas e alarmistas”.
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