O comando militar central do Irã afirmou neste domingo (20) ter recebido informações de que os Estados Unidos, com o apoio de alguns países da região, estariam se preparando para retomar ações contra o país, segundo a mídia estatal iraniana.
Em uma declaração exibida pela televisão estatal, o Quartel-General Central Khatam al-Anbiya afirmou que os EUA teriam decidido retomar as ações contra o Irã com o aval de alguns países da região, após o que o comando chamou de derrotas anteriores.
Os militares iranianos disseram que qualquer ataque americano provocaria uma série de ofensivas contra bases e interesses dos EUA na região. O comando também advertiu que países da região que apoiarem uma eventual ação americana contra o Irã serão considerados partes do conflito.
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O Quartel-General Khatam al-Anbiya afirmou ainda que, caso os Estados Unidos ataquem o Irã, todas as bases e interesses americanos na região serão alvo de ataques “contínuos, eficazes e dolorosos”, sem restrições.
O comunicado também advertiu que países da região que se alinharem aos Estados Unidos serão considerados cúmplices e não poderão esperar “contenção ou moderação” das forças armadas iranianas.
Relembre como começou a guerra no Irã
No dia 28 de fevereiro, o presidente dos Estados Unidos Donald Trump anunciou um ataque “de grande escala” ao Irã, afirmando que o principal objetivo do país era “defender o povo americano, eliminando as ameaças iminentes do regime iraniano”.
Segundo ele, essas ameaças incluíam o programa nuclear de Teerão – um ponto de atrito recorrente que também tem dificultado as negociações mais recentes para pôr fim aos combates.
Os ataques conjuntos dos EUA e de Israel contra o Irã — que resultaram na morte do então líder supremo, o aiatolá Ali Khamenei — causaram milhares de mortes em todo o país e danos a dezenas de museus, edifícios históricos e sítios culturais, segundo veículos de imprensa e autoridades iranianas.
Em resposta, o Irã lançou uma série de ataques retaliatórios em todo o Oriente Médio e fechou efetivamente o Estreito de Ormuz, uma via navegável estratégica onde passa cerca de 20% do petróleo mundial.
Semanas antes do início da guerra, o governo Trump realizou o maior acúmulo militar no Oriente Médio desde a invasão do Iraque em 2003, desencadeando alertas sobre a escalada da violência regional caso um conflito eclodisse.
Ao mesmo tempo, enviados dos EUA mantinham conversas regulares com o Irã sobre um possível novo acordo nuclear. Mas essas negociações não foram capazes de evitar uma ação militar, com Trump acusando o Irã na época de rejeitar “todas as oportunidades de renunciar às suas ambições nucleares”.
O início da guerra em fevereiro também ocorreu após protestos em massa contra o regime no Irã no mês anterior, alimentados pelo descontentamento econômico em meio ao aumento vertiginoso dos custos.
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