No sábado (29), o Pocket Park Paneiro foi palco de seu primeiro evento, que celebrou a música, gastronomia, empreendedorismo e arte. Realizado com o apoio da Prefeitura de Porto Velho, o Órbita Ocupa reuniu moradores, artistas e empreendedores em um espaço situado na avenida Calama, ao lado do Instituto Federal de Rondônia (IFRO).
A programação incluiu DJs, expositores, comercialização de alimentos e a pintura de um mural ao vivo. O evento também apresentou ao público diversas maneiras de aproveitar o local, que foi entregue pela Prefeitura no dia 15 de agosto, em uma área que anteriormente servia para o descarte irregular de resíduos.
Segundo o prefeito Léo Moraes, a ocupação do espaço demonstra como áreas antes malutilizadas podem ser transformadas e se tornar pontos de convivência. “O Pocket Park nasceu para ser ocupado pela população. Transformamos um espaço que antes era usado para descarte irregular em um ambiente de convivência, cultura, lazer e oportunidades. Quando a comunidade ocupa, o espaço ganha vida e cumpre sua verdadeira função”, destacou Léo Moraes.
A organizadora Lorena Casara ressaltou a importância da ocupação para o pleno funcionamento de um espaço público. “São espaços construídos para isso, com toda uma infraestrutura, mas, enquanto a gente não ocupa, não alcança todo o potencial do projeto. Muita gente que ainda não conhecia o Pocket Park veio ao evento, conheceu o espaço e também os empreendedores que estavam aqui”, afirmou.
Ela também comentou sobre como o evento impactou os empreendedores locais. “É importante que a população use esses espaços e que a gente consiga contribuir com os empreendedores daqui também”.
Desde a entrega do Pocket Park, a rotina do local é monitorada pela Secretaria Executiva de Serviços Básicos (Sesb). O arquiteto e assessor da pasta, Lucas Tezzari, destacou que públicos de diferentes idades já utilizam a estrutura durante o dia. “A gente percebeu que idosos vêm pela manhã para tomar café e conversar. Também vimos crianças com os pais, brincadeiras com as sombras produzidas pela cobertura, exercícios e famílias nos bancos. São usos que surgiram de forma espontânea”.
Lucas também observou que o evento demonstrou que o Pocket Park pode ser um local para pequenas feiras, música e atividades culturais. “Não adianta projetar e entregar um espaço sem mostrar para a população como ele pode ser usado. O evento, realizado em colaboração com a Feira Órbita, mostrou outros usos e trouxe mais pessoas para o local”.
Durante a ocasião, o artista muralista Pedro Pepe realizou a pintura de uma parede ao lado do Pocket Park, com a autorização da proprietária do imóvel. O personagem escolhido foi o “Beradeiro”, que foi criado a partir de referências culturais de Rondônia e de Porto Velho. “Ele representa quem mora em Rondônia e nasceu em Porto Velho, essa mistura de muitas culturas com a cultura ribeirinha. Trouxe o personagem porque ele tem relação com o que está sendo feito aqui e traz uma representatividade rondoniense e porto-velhense”, explicou Pedro.
Comentários: