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Expectativa da Petrobras se eleva com nova descoberta na Foz do Amazonas

"Ainda não podemos garantir, mas tudo indica que estamos realmente abrindo uma nova fronteira exploratória", declarou a presidente da estatal durante coletiva de imprensa.

Jenyffer Diógenes
Por Jenyffer Diógenes
Expectativa da Petrobras se eleva com nova descoberta na Foz do Amazonas
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Nesta sexta-feira (2), a presidente da Petrobras, Magda Chambriard, revelou que a segunda descoberta de petróleo no poço Morpho, localizado na bacia da Foz do Amazonas, eleva as expectativas para a abertura de uma nova fronteira exploratória no Brasil.

O poço, denominado 1-BRSA-1405-APS, encontra-se em águas ultra profundas, com uma lâmina d’água de 2.886 metros, a uma distância de 175 quilômetros da costa do Amapá.

“Ainda não podemos garantir, mas tudo indica que estamos realmente abrindo uma nova fronteira exploratória. Existe o otimismo de que essa fronteira ajude a mitigar o déficit de produção no Brasil. Não sabemos se vamos ter uma descoberta com valor comercial, mas tudo indica que sim”, comentou Magda.

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De acordo com um estudo da Empresa de Pesquisa Energética (EPE), ligada ao Ministério de Minas e Energia, a Bacia da Foz do Amazonas possui um volume potencial total recuperável que pode alcançar 10 bilhões de barris de óleo equivalente, o que inclui tanto barris de petróleo quanto metros cúbicos de gás natural.

A primeira descoberta de petróleo no poço Morpho ocorreu em agosto deste ano.

“Todas as etapas até agora estão confirmando as anteriores e esquentando a área. A cada nova notícia, estamos aumentando o valor destas áreas exploratórias para a Petrobras. Estamos esquentando o Amapá, o estado está ficando mais valioso a cada dia”, destacou Magda.

Durante a coletiva, a presidente apresentou uma amostra de óleo extraída do poço Morpho. Ao ser questionada sobre a qualidade do achado, ela a descreveu como “maravilhosa” e de baixa viscosidade.

O grau API exato, que avalia leveza e densidade do óleo, assim como outros detalhes técnicos, permanecem sob sigilo regulatório. No mercado de refino, a leveza e a menor densidade do óleo são fatores que aumentam seu valor comercial.

A presidente da Petrobras, Magda Chambriard, exibe amostra do petróleo encontrado na Margem Equatorial. Foto: Rovena Rosa/Agência Brasil

Próximas etapas

A Petrobras recebeu autorização para realizar perfurações na Foz do Amazonas em outubro de 2025. A licença foi concedida pelo Instituto Brasileiro do Meio Ambiente e dos Recursos Naturais Renováveis (Ibama), que está vinculado ao Ministério do Meio Ambiente e Mudança do Clima.

Os testes e manobras no poço Morpho devem ser concluídos até o final de outubro. Após isso, a sonda será desmobilizada e enviada ao Rio Grande do Norte, onde realizará a perfuração do prospecto Mãe de Ouro, na Bacia Potiguar, em novembro.

No Bloco FZA-M-59, na Foz do Amazonas, o planejamento inclui uma nova mobilização de sonda no primeiro trimestre de 2027 para perfurar três poços de delimitação, visando avaliar o volume das jazidas e determinar a comerciais.

O poço identificado como 1-BRSA-1405-APS fica em águas ultra profundas, a 175 quilômetros da costa do Amapá. Foto: Petrobras/Divulgação

Impactos ambientais

Na última segunda-feira (28), o Ministério Público Federal (MPF) reiterou na Justiça o pedido de suspensão da licença ambiental concedida à Petrobras para a exploração de petróleo na bacia da Foz do Amazonas.

A ação, que foi protocolada no Tribunal Regional Federal da 1ª Região (TRF1), solicita a interrupção imediata de qualquer atividade de perfuração ou teste no bloco marítimo FZA-M-59.

Os procuradores argumentam que eventos recentes evidenciam a insegurança das atividades na região, como foi o vazamento de mais de 18 mil litros de fluido químico no mar durante a operação de uma sonda em janeiro deste ano.

Outro ponto central levantado pelo MPF é a falta de consulta prévia, livre e informada aos povos indígenas e comunidades quilombolas e de pescadores artesanais do Amapá e do Pará, um direito garantido pela Convenção nº 169 da Organização Internacional do Trabalho (OIT).

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