A Federação Francesa de Rugby (FFR) foi formalmente indiciada no caso do desaparecimento do jogador Medhi Narjissi, de 17 anos, ocorrido durante uma excursão da seleção juvenil à África do Sul, em agosto de 2024.
O atleta, que atuava pelo Toulouse, desapareceu no mar durante uma atividade com a equipe em uma praia na Cidade do Cabo, enquanto a França se preparava para um torneio sub-18 com cinco seleções.
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Segundo um relatório interno da própria federação, a atividade foi “mal supervisionada”, com jogadores autorizados a entrar no mar mesmo diante de alertas sobre correntes de retorno perigosas.
O presidente da FFR, Florian Grill, prestou depoimento por cerca de quatro horas nesta sexta-feira à juíza Agnes Navarro, na cidade de Agen. Ao fim da audiência, a entidade foi indiciada, o que permite que seja responsabilizada judicialmente pela morte do jovem.
Em nota, o advogado da federação, Mathias Chichportich, afirmou que a decisão representa apenas uma etapa intermediária do processo. “Não constitui, de forma alguma, uma declaração de culpa”, disse. “Essa tragédia continua abalando o mundo do rugby.”
A defesa reconheceu que a realização de uma atividade de recuperação em um local considerado perigoso foi “um erro grave”, mas afirmou que a decisão não pode ser atribuída à federação. Segundo o advogado, a atividade “não foi planejada, autorizada ou validada” pela entidade.
A FFR também declarou que continuará colaborando integralmente com a investigação.
Narjissi havia assinado recentemente com o Toulouse e era filho do ex-capitão da seleção masculina do Marrocos, Jalil Narjissi.
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