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Segunda-feira, 01 de Junho de 2026

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Festival perde patrocínios após confirmar show de Kanye West

Empresas de bebidas abandonaram evento no Reino Unido após rapper fazer comentários preconceituosos

Estadão Rondônia
Por Estadão Rondônia
Festival perde patrocínios após confirmar show de Kanye West
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Pepsi e a empresa de bebidas Diageo retiraram seu patrocínio do Festival Wireless do Reino Unido de 2026 após o anúncio de que Kanye West seria a atração principal do evento de três dias.

O rapper, que atende pelo nome Ye, enfrentou reações negativas nos últimos anos após fazer repetidos comentários antissemitas e ofensivos. A Pepsi era a principal patrocinadora do Wireless, que será realizado no Finsbury Park de Londres de 10 a 12 de julho.

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“A Pepsi decidiu retirar seu patrocínio do Festival Wireless”, disse um porta-voz da empresa à CNN nesta segunda-feira (6).

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A Diageo, que possui marcas como Guinness, Baileys, Smirnoff, Ciroc e as parceiras do Wireless Captain Morgan e Johnnie Walker, também retirou seu apoio ao festival.

“Informamos aos organizadores sobre nossas preocupações e, no momento, a Diageo não patrocinará o festival Wireless de 2026”, disse um porta-voz da Diageo à CNN.

A CNN entrou em contato com o Festival Wireless e outros parceiros para comentários.

West — que anteriormente disse ter transtorno bipolar antes de afirmar no ano passado que havia sido diagnosticado erroneamente e que, na verdade, tem autismo – publicou um anúncio de página inteira no Wall Street Journal em janeiro para se desculpar por seus comentários anteriores.

“Eu perdi o contato com a realidade. As coisas pioraram quanto mais eu ignorava o problema. Eu disse e fiz coisas das quais me arrependo profundamente”, escreveu ele.

“Naquele estado fragmentado, eu gravitei em direção ao símbolo mais destrutivo que pude encontrar, a suástica, e até vendi camisetas com ela.”

O Wireless é um dos maiores festivais de música do Reino Unido, atraindo até 150.000 participantes a cada ano.

Os organizadores do festival anunciaram na semana passada que West, que não se apresenta no Reino Unido desde que foi headliner do Glastonbury em 2015, será a atração principal nos três dias do festival, gerando controvérsia.

O primeiro-ministro do Reino Unido, Keir Starmer, estava entre aqueles que condenaram a decisão no fim de semana, dizendo em um comunicado compartilhado com a CNN: “É profundamente preocupante que Kanye West tenha sido contratado para se apresentar no Wireless apesar de suas declarações antissemitas anteriores e celebração do nazismo.”

A instituição de caridade Campaign Against Antisemitism (CAA) pediu que West seja proibido de entrar no Reino Unido.

“O primeiro-ministro está certo em estar profundamente preocupado que o @WirelessFest queira ter como atração principal alguém cujo fanatismo antijudaico chegou ao ponto de gravar uma faixa intitulada ‘Heil Hitler’ há menos de um ano”, disse a CAA em uma publicação no X neste domingo (5), acrescentando: “Mas o primeiro-ministro não é um espectador.”

“O Governo pode proibir qualquer pessoa que não seja cidadã de entrar no Reino Unido e cuja presença ‘não seria propícia ao bem público'”, continuou a CAA, acrescentando: “Certamente este é um caso claro.”

A medida surge em meio à crescente preocupação de que o antissemitismo esteja aumentando na Grã-Bretanha.

No mês passado, a polícia britânica prendeu dois homens após um suspeito ataque incendiário antissemita, no qual várias ambulâncias pertencentes a uma organização de resgate voluntária judaica foram incendiadas na maior comunidade judaica de Londres.

O presidente da organização comunitária Board of Deputies of British Jews, Phil Rosenberg, emitiu uma declaração no domingo, dizendo que o Festival Wireless “não deveria estar lucrando com o racismo” ao convidar West como atração principal, acrescentando que a “decisão viola o próprio estatuto do Wireless” sobre não tolerar discriminação.

Esta é a mais recente controvérsia envolvendo West nos últimos anos.

Em julho, o rapper teve seu visto australiano cancelado depois de lançar “Heil Hitler”, uma música que promove o nazismo.

Em 2022, Adidas, Balenciaga, TJ Maxx e Gap cortaram laços com West, que também é estilista, depois que ele fez comentários antissemitas e usou uma camiseta com o slogan “White Lives Matter”.

Ele também foi suspenso do X naquele ano por violar suas regras sobre incitação à violência, mas teve sua conta reativada em 2023.

Kanye West publica carta de desculpas por apologia ao nazismo

FONTE/CRÉDITOS: giovanachrist
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