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Segunda-feira, 25 de Maio de 2026

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Fim da escala 6×1: entenda negociação para definir período de transição

Medida visa regra de transição de dois anos, com redução gradual já iniciada em 120 após aprovação no Legislativo

Estadão Rondônia
Por Estadão Rondônia
Fim da escala 6×1: entenda negociação para definir período de transição
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Com a previsão de apresentação do texto que propõe o fim da escala 6×1 na Câmara para esta segunda-feira (25), o grande impasse para confecção do relatório final do deputado Leo Prates (Republicanos-BA) é sobre a regra de transição para implementação do novo regime trabalhista.

Nos encontros da comissão especial criada para debater o tema, parlamentares, empresários e trabalhadores tentam chegar a um denominador comum sobre quanto tempo seria necessário para a implementação das 40 horas semanais, com cinco dias de trabalho e dois de folga, sem redução de salário.

Enquanto alguns grupos defendem a aplicação integral do projeto a partir da aprovação, algumas alas mais cautelosas com os riscos para o empresariado propõem um período de até 10 anos de transição, além de contrapartidas fiscais para empresários — algo que o governo rejeita.

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Para o Palácio do Planalto, o desejado é que haja algum tipo de diminuição na carga horária já neste ano, uma vez que a pauta se tornou uma das principais bandeiras do presidente Luiz Inácio Lula da Silva (PT).

Segundo informações da CNN, tanto Lula quanto o presidente da Câmara, Hugo Motta (Republicanos-PB), articulam um plano para uma transição com redução gradual nos próximos dois anos, com a primeira diminuição prevista ainda neste ano.

Confira qual regra poderia estar na mesa de discussão:

  • Após a aprovação, diminuição de uma hora em 120 dias (quatro meses), com redução de 44 horas para 43 horas semanais — o que já aconteceria em meados de outubro deste ano;
  • Com um ano da primeira implementação, ocorreria a redução de mais uma hora, passando de 43 horas para 42 horas semanais — com previsão em outubro de 2027;
  • Por fim, após dois anos da implementação, corte de mais duas horas na carga, chegando às 40 horas semanais propostas — encerrando a transição em outubro de 2028.

Apesar desse cenário, uma outra alternativa também é ventilada nas discussões, a de dividir as duas horas da última redução em dois períodos de uma hora, o que diminuiria a jornada semanal para 41 horas em 2028 e para 40 horas em 2029.

Com isso, em vez de um período de dois anos para a realização total de implementação, empresários poderiam levar três anos para concluir o processo de redução da jornada de seus funcionários.

Lula busca tranquilizar empresários

Em busca de rebater críticas e temores de empresários, o presidente declarou nesta terça-feira (19) que não vai impor o fim da 6×1 “na marra”, ao se referir que cada setor teria suas particularidades respeitadas durante o processo de implementação.

“Não fique assustado. A escala 6×1 é uma coisa necessária, porque hoje o povo quer ter mais tempo”, começou o presidente, que usou de exemplo uma possível substituição de pessoas por robôs para pedir mais consideração aos trabalhadores.

“Enquanto tiver trabalhador, a gente tem que respeitá-los, e nós sabemos que a jornada de trabalho será aplicada levando em conta a especificidade de cada categoria. Ninguém vai impor na marra.”

Oposição apresenta projeto alternativo

Durante sabatina na 27ª Marcha a Brasília em Defesa dos Municípios na semana passda, o senador e pré-candidato à Presidência da República pelo PL, Flávio Bolsonaro, criticou o fim da escala 6×1 e propôs apresentar uma alternativa de jornada de trabalho aos brasileiros.

“Com relação ao fim da escala 6×1, o Brasil se atualizou. O mundo que nós vivemos hoje não é mais o de 1943, na época da CLT. Todos nós queremos trabalhar menos e ganhar mais, só que é uma legislação que está atrasada, engessada, que vai causar um impacto nos municípios de R$ 50 bilhões por ano se for aprovada dessa forma”, disse o senador.

A proposta prevê uma “liberdade” para o trabalhador escolher o tipo de jornada mais apropriada para si, o que Flávio considera benéfico, principalmente para mulheres. “A gente quer dar liberdade para que as pessoas escolham sua jornada de trabalho”, completou.

Analista explica por que a escala 6x1 virou alvo de críticas | CNN NOVO DIA Analista explica por que a escala 6x1 virou alvo de críticas | CNN NOVO DIA

FONTE/CRÉDITOS: filipepereira
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