Um relatório produzido pelo Departamento de Estado dos Estados Unidos, sob o governo de Donald Trump, critica a atuação de magistrados no Brasil e aponta que algumas decisões judiciais estariam influenciadas por viés político, segundo veículos que tiveram acesso ao documento nesta sexta‑feira (27/3).
Segundo o relatório obtido pela imprensa brasileira, o documento classifica como preocupante o fato de determinados juízes estarem “agindo com fortes vieses políticos” em sua atuação no sistema judiciário brasileiro, em especial em casos sensíveis e de repercussão nacional. Embora os detalhes completos não tenham sido divulgados, a análise também teria detectado falhas no tratamento de temas como lavagem de dinheiro e crime organizado.
A crítica diplomática faz parte de um contexto mais amplo de atritos entre o governo Trump e instituições brasileiras nos últimos anos. Em 2025, a administração americana chegou a sancionar o ministro Alexandre de Moraes sob a Global Magnitsky Human Rights Accountability Act, uma lei dos EUA que permite penalidades a autoridades estrangeiras por graves abusos de direitos humanos — medida que gerou tensão entre os dois países na época.
Críticos da posição americana afirmam que a avaliação pode ser politicamente motivada, levando em conta também o histórico de disputas entre Brasília e Washington em temas como liberdade de expressão, regulação de plataformas digitais e ações judiciais de alto impacto. Organizações internacionais, como a Human Rights Watch, chegaram a questionar a imparcialidade de relatórios anteriores dos EUA, apontando contradições na escolha de países criticados e na omissão de violações em outras nações aliadas.
A repercussão no Brasil tem sido mista, com setores políticos defendendo a soberania das instituições nacionais e outros apontando para a necessidade de diálogo e cooperação internacional para reforçar a confiança mútua entre os sistemas de Justiça dos dois países.
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