A gripe chegou mais cedo ao Brasil neste ano. Tradicionalmente com maior prevalência nos meses de inverno, a sazonalidade da circulação do vírus influenza, que causa a Síndrome Respiratória Aguda Grave, se antecipou.
Em quase três meses desde o início de 2026, o país registrou 3.584 casos de influenza A e B. O dado representa um aumento de 95% em comparação com o ano passado.
Em 2025, foram 1.838 casos do tipo. O levantamento é do Instituto Todos pela Saúde, que analisou dados do DataSUS, reunidos pelo Ministério da Saúde.
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Os números levantados foram recolhidos nas primeiras onze semanas epidemiológicas do ano, até meados de março.
De acordo com a entidade, o cenário já era esperado, tendo em vista a alta da circulação de casos gripais no hemisfério norte no ano passado, também fora da época comum.
“A circulação do vírus começou antes do outono no hemisfério norte e um padrão semelhante agora se repete no Brasil”, informa. Estados Unidos e países da Europa registraram casos de gripe acima de índices considerados normais até cerca de maio de 2025, meses após o fim do inverno nas regiões.
O Centro de Controle e Prevenção de Doenças, o Ministério da Saúde americano, classificou a temporada de influenza 2024–2025 como de alta gravidade e a mais severa desde 2017–2018.
Já em dezembro, a Organização Mundial da Saúde emitiu um alerta global após uma nova alta de casos na Europa e na Ásia.
A principal forma de prevenção é a vacinação. O Brasil iniciou a campanha nacional em 28 de março e a previsão é que dure até 30 de maio.
A vacinação é feita nas Unidades Básicas de Saúde e, nas primeiras semanas, a prioridade é dada às crianças de 6 meses a menores de 6 anos, gestantes e idosos com 60 anos ou mais.
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